Tão antigo quanto imigrar por amor
S. nasceu na Finlândia. Tem 82 anos e vive na Holanda desde 1949. Na escola, depois da II Guerra Mundial, incentivava-se a troca de correspondência com estrangeiros. E foi trocando cartas em alemão que S. conheceu o seu (já falecido) marido, um holandês.
Tempos depois, o holandês visitou-a na Finlândia, a finlandesa visitou-o na Holanda. Casaram-se. Constituíram família.
Dos cinco filhos do casal, três seguiram o exemplo da mãe. O amor os levou para diferentes continentes. O mais velho é casado com uma estadunidense, uma das filhas com um moçambicano e o caçula com uma brasileira.
- A senhora se sente em casa na Holanda?
- Eu vivi grande parte da minha vida aqui, meus filhos e netos moram aqui… só tive boas experiências com os holandeses… sim, aqui é minha casa.
S freqüenta o clube das finlandesas na Holanda e, na opinião dela, as mais jovens reclamam demais, costumam ver as diferenças culturais como algo negativo, não se esforçam para compreender o motivo do outro ser o outro.
Sobre o holandês, que ela domina, dá uma dica: “é preciso ter ao lado alguém que corrija a pronúncia e a gramática. Do contrário fica difícil aprender.”
Qualquer semelhança, não é mera coincidência
Ainda bem que tenho quem me corrija a gramática, a pronúncia e também dê uma força na hora do banzo.
Vejo que voltou bem e inspirada.
beijos
Pois um senhor migrou de Portugal para o Brasil no início do século passado, casou-se com uma mulata, a Gervásia, cuja mãe, Sabina chegou ao Brasil em um navio negreiro no porto do Rio. Gervásia teve dez filhos, cinco homens e cinco mulheres. A filha caçula do filho mais velho casou-se com um alemão e foi-se para a Europa. É a única da família a conhecer além- mares. Histórias.
Alô, li o seu blog e gostei.