Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha holandesa.
No ano passado, durante a apresentação de um relatório do governo sobre a identidade holandesa, a princesa Máxima disse que o típico holandês não existe. Na opinião da argentina que é casada com o príncipe herdeiro, há tanta diversidade no país que é impossível categorizar o holandês com base em clichês.
Em Nederland op z’n breedst (O melhor da Holanda, tradução/interpretação da batateira) os autores dizem assinar embaixo do discurso da princesa: holandeses são únicos.
A publicação é uma coletânea de histórias de pessoas que foram retratadas em Man bijt hond (Homem morde cachorro, traduzindo literalmente). O programa televisivo está no ar há quase dez anos e é assistido diariamente por meio milhão de pessoas.
O livro, por sua vez, está dividido por temas como moradia, animais de estimação, festa, alimentação, esporte e outros temas que fazem parte do cotidiano dos moradores dos Países Baixos e que são retratados na TV.
Nederland op z’n breedst é graciosamente paginado, com fotos e textos curtos. Mistura, de maneira conseqüente, os clichês do que se diz ser típico holandês com a exclusividade de moradores dos Países Baixos.
Personagens
Assim, há um casal de holandeses que coleciona duendes: eles têm mais de 300 e todos os verões os colocam no jardim, não sem antes os deixar brilhando.
Um outro cria sete burrinhos dentro de casa. Ganhou o primeiro. O achou solitário e lhe deu uma fêmea de presente. O casal animal formou uma família e vive com o cidadão.
Uma mulher, dos tempos em que apenas homens podiam trabalhar no trem e que nunca pôde trabalhar como maquinista construiu em casa sua própria ferrovia, brinca de trenzinho e realizou seu desejo proibido. Outra, que não tem companhia, sai pra dançar com seu cachorro.
Holandeses participam de workshop sobre acariciar vacas (diz o livro que a terapia é anti-stress) e na hora de festejar, o mojito cubano e a caipirinha brasileira são os preferidos do momento.
Acabei de começar a ler o livro (faltam ainda umas 100 páginas). Mas já deu para perceber que as excentricidades ali apresentadas poderiam ter qualquer nacionalidade.
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O bom de ter princesa argentina
Parece que a Holanda é cheia de ‘excêntricos! sempre falo pro meu marido que acho os holandeses um pouco loucos rsrs
Beijos e bom fim de semana
Obviamente que sendo Holanda um dos países mais internacionais do mundo encontra-se de tudo!
E gente “esquisita” ou “excêntricos” ou “invulgares” existe em todo o lado. Na cidade onde nasci (com menos de 100 000 habitantes) havia um velhote que ía ao futebol com um pato de estimação. Pato que levava um laçarote ao pescoço. E outro que vivia com 27 gatos e alimentava algumas centenas. Eram Felizes assim!
Se há o típico Holandês? Obviamente que sim! Fisicamente são loiros, altos e mais para o magro que para o gordo! De personalidade, são racionais, pragmáticos, com um jeitaço para o negócio e raramente espontâneos. Se existem holandeses morenos? Claro que sim, da mesma forma como existem portugueses loiros ou africanos brancos.
Sinceramente, eu acho que a Maxima está a tentar justificar o facto de ser uma princesa estrangeira.