Casamento turco-holandês
Quando G me ligou para convidar para sua festa de casamento, foi logo avisando que a festa seria turca. “Mas serviremos bebidas alcólicas”, garantiu.
- Como é o esquema do presente?
- Não precisa dar nada, respondeu a noiva
- Mas gostaria muito de dar algo a vocês!
- Bem, costuma-se dar dinheiro e ouro, disse ela, em tom confessional.
Imagino que um casamento entre descendentes de turcos que nasceram e cresceram na Holanda é diferente de um casamento entre turcos na Turquia. Compartilho por aqui alguns dos momentos que me chamaram a atenção.
Hora da festa
No convite estava escrito que a festa era das 18:00 às 00:00. Estipular hora para a festa acabar, por exemplo, é algo que vejo com frequência aqui na Holanda. E chegar na hora marcada para começar também é algo que observo ser comum para os holandeses. Ao chegarmos, por volta das 18:30 percebemos que a maioria das mesas estava vazia; apenas os convidados holandeses já haviam chegado. Os demais convidados, de ascendência turca ou de outras nacionalidades, foram chegando mais tarde. Um casal de iraquianos, por exemplo, só saiu de casa após a partida de futebol em que o Iraque estava jogando.
Por volta das 20:30 os noivos chegam. A festa realmente começa.
O vocalista da banda os saúda em turco e o casal é conduzido à pista de dança, onde bailam várias valsas, também com membros da família. Após o jantar, um DJ tenta agradar todos os convidados: cada música que toca vem de uma parte do mundo. E ainda que eu tenha curtido a ideia, percebo que não tenho a experiência necessária para mudar de ritmo a cada música, que pode ser cubana, estadunidense ou turca.

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