O indiano da Damrak
Como a maior parte dos turistas, ando na Damrak como se procurasse algo. Procuro o Gandhi.
A Damrak é uma das ruas mais movimentadas de Amsterdã. Liga a estação central de trem à praça Dam. Motivo pelo qual a larga calçada está sempre cheia de gente, cheiros e ruídos. Damrak é repleta de restaurantes e lojas de souvenirs. O museu do sexo também fica nesse calçadão.
“Saindo da estação central, será o primeiro indiano que verás na Damrak”, facilitou S. No entanto, poucos são os indícios de que ali há um restaurante de qualidade. Logo na entrada do corredor há muitas fotos de homens numa sauna.
Mas no fundo há duas portas: a da esquerda dá para a sauna e a da direita para o restaurante. Atrás da porta de vidro, à direita, vejo uma mulher com trajes típicos indianos. Somente quando abro a porta e sorrio de volta para ela é que percebo que a indiana é de papelão. Em seguida um homem com roupas ocidentais me saúda com um ‘welcome’. Ele tem sotaque indiano.

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