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O NRC Handelsblad, jornal holandês de circulação nacional, tem uma versão online em inglês. O website, em parceria com o alemão Spiegel online, tem a idéia de dar uma visão ‘européia’ às notícias, bem como disponibilizar conteúdos que apenas o público que lê alemão ou holandês até então tinha acesso, segundo o vídeo que explica a iniciativa.
Além das notícias, colunas e opiniões do jornal, há também o Denglish, o blog de Maarten H. Rijkens, autor de I always get my sin. Bem humorado, Rijkens conta os causos de holandeses que traduzem literalmente expressões holandesas para o inglês.
Amanhã começa a Copa Européia de futebol e a Holanda já está laranjinha. Logo que cheguei a Holanda, há quatro anos, assisti uma partida das semi-finais num bar brasileiro.
Relato aqui e agora porque na época o submarina não existia.
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Criei a expectativa de que no Dia da Rainha encontraria o abajour ou a luminária que há anos procuramos. Não são peças assim tão exóticas. Bem, nem sabemos o que queremos. Mas numa feira livre como essa, imaginei que alguém poderia querer se desfazer da iluminação ideal para o nosso lar.
Para ter mais chance de achá-la, pensei em acordar cedo. As pessoas podem a ocupar as ruas com suas mercadorias a partir das seis da manhã e objetos mais desejados são os primeiros a serem vendidos.
Em muitas casas holandesas, o vaso sanitário dá para a porta. Afixado nesta, está o calendário de aniversários, com o nome das pessoas especiais, escrito no dia em que completam anos. Já vi versões em que o zelo é tanto que até mesmo o ano de nascimento do ente querido vai em seguida do nome.
Além do calendário para se lembrar dos queridos, há paredes de banheiro forradas com os mais diversos materiais, desde pôsters e cartões postais até fotos polaróides, daquelas tiradas pelos fotógrafos de plantão nos bares e restaurantes mundo afora.
Logo que me mudei para cá, tive a oportunidade de conhecer Kinha Costa. Na ocasião, ela me presenteou com seu livro “Impressões de uma Matuta – aventuras brasileiras nos países baixos”.
Matuta porque Kinha nasceu como Francisca Soares da Costa em Serra da Formiga, vilarejo no Rio Grande do Norte. Ela “deu certo” do outro lado do oceano, como ela própria conta.
Devorei o livrinho de uma “pegada” só, tamanha curiosidade e paixão pelo jeito dela escrever, crônicas hilárias e poéticas, ilustradas por Carlos Duba.
De forma bem humorada e crítica, ela conta passagens da própria vida; como se apaixonou pelas bicicletas, pelos dropjes, seu amor por Amsterdam, e é claro, pelo holandês com o qual está casada.
O livro também é um diário público, oportunidade de conhecer alguns personagens brasileiros que vivem nas terras baixas e são retratados através das lentes da autora.
Acabo de chegar de uma exposição na Huis Marseille, em Amsterdã. Você sabia que 8% da população holandesa vive abaixo da linha da pobreza? Um milhão de pessoas! 40 mil crianças pobres vivem em Amsterdã.
Uma parte da exposição é composta de fotos feitas por adolescentes. A série de Jessica Lor é sobre o “kruispost”, uma associação de médicos voluntários que atende gratuitamente àqueles que não têm como pagar um seguro de saúde ou os migrantes sem papel, que não tem direito a tê-lo. No comentário dela está a história de uma família holandesa que preferiu não ser fotografada com vergonha da situação em que estão. Mas um pai brasileiro, com suas três crianças, fez questão de aparecer.
A pobreza num país rico parece invisível. Pouco se fala sobre ela, passa meio despercebida. Mas existe. E é chocante.

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