Posts TaggedImigração

Deixa pra lá

Entro no pet shop e cumprimento o balconista com um ‘goedemorgen’. Pego alguns pacotes de ração seca, algumas latas de ração úmida e me dirijo ao balcão:

- Mag ik een anti-vlooienmiddel?
- Bayer of Frontline?
- Frontline.
- Met drie of zes pippeten?
- Drie.

Ele pega uma embalagem do produto que está na prateleira, coloca junto com as demais mercadorias, dirige-se ao caixa e faz a soma. Ele diz quanto eu devo, eu pago e ele me faz uma pergunta em voz baixa, da qual eu só ouço a última palavra: elkaar.
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6 comments 05 - 06 - 2009

Integração!!?

- Mas a sua família também veio parar na Holanda como imigrantes econômicos! – diz um dos candidatos holandeses ao parlamento europeu.
- Exatamente! Eles vieram da Itália em 1850! – responde a política vestida de verde, também candidata.
- E a senhora ainda está aqui! – retruca um outro candidato.
- E me sinto bem vinda! – responde ela novamente, agora um pouco desconcertada.

Tradução livre de um pequeno trecho do debate televisivo, exibido ontem, véspera das eleições parlamentares européias. Nesse momento os políticos discutiam sobre a imigração dentro da Europa.

2 comments 04 - 06 - 2009

Sinal fechado

Ele já estava aguardando o farol mudar de cor antes de eu chegar no cruzamento. Boné na cabeça, mochila nas costas, olhou para mim e me cumprimentou.

‘De onde será que eu o conheço? Será que foi meu aluno de português?’, pensei. Cumprimentei-o e disse que não estava o reconhecendo.

- Nos conhecemos do tempo em que você não tinha máquina de lavar roupas, respondeu ele.
- Claro! É a primeira vez que te vejo de boné!

Não apenas o boné. Se o farol não estivesse fechado jamais o viria com trajes esportivos. Depois de um longo período, acabava de encontrar com o dono da tinturaria que a uns anos atrás frequentava semanalmente. Quando o via no estabelecimento dele, ele sempre estava engomadinho.

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2 comments 05 - 05 - 2009

O Marrocos fica ali na esquina

A padaria marroquina é a que prepara o melhor croissant da vizinhança, na opinião do namorado. Ela fica bem próxima da nossa casa. Basta ir até o final da rua, virar à esquerda, atravessar uma rua e na esquina está a Al Maghrib, cuja vitrine é decorada com letras do alfabeto árabe em vermelho.

Neste sábado, vi não apenas a caligrafia árabe mas vi que o estabelecimento estava completamente cheio. Homens, mulheres e crianças. “Será que espero esvaziar do lado de fora ou entro?”, me perguntei. Entrei.

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1 comment 07 - 12 - 2008

Em quanto tempo se fala holandês?

“Nossa, como você fala bem o holandês!” Essa exclamação não soa como elogio para B, que nasceu na Turquia. Embora tenha imigrado com seus pais aos seis anos de idade, agora, aos 29, ainda ouve essa frase de holandeses.

“Como se fosse impossível conseguir falar o idioma do país em que fui alfabetizada”, irrita-se.

Embora o assunto seja delicado, vou atrever-me a dar minha opinião.

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14 comments 20 - 05 - 2008

Holandês num bairro ‘multiculti’?

Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e leciona na sede de uma associação dos moradores de bairro, em Amsterdã, para um grupo de mulheres, a maioria oriunda do Marrocos ou da Turquia.

ParabólicasConversamos sobre as dificuldades em aprender o neerlandês. M disse que aconselha as alunas dela a usar o idioma para se comunicar no comércio. A minha velhinha havia me sugerido o mesmo.

Moramos no mesmo bairro e M sabe da pouca probabilidade de praticar holandês nas ruas de um bairro multicultural.

‘Multiculti’
Perto da minha casa tem três lanchonetes turcas, uma padaria e uma loja de roupas marroquina, um cybercafé de um paquistanês, uma loja de quinquilharias de um queniano.

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1 comment 05 - 12 - 2007

O mapa da mina

Essa semana encontrei uma ex-professora de holandês na escola onde faço meu décimo curso do idioma. Claro que conversamos sobre essa língua, métodos de aprendizado etc.

Com um sorriso maroto no rosto ela me pede um minuto e volta com uma folhinha cheia de websites para auto-ensino. Compartilho as indicações dela por aqui:

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3 comments 21 - 11 - 2007

Na aula de holandês 4: a brasileira

O professor pediu para que os alunos escrevessem uma redação sobre as motivações que eles tinham para aprender holandês.

Para encerrar o texto, a brasileira escreveu que a terceira motivação dela era o fato de o holandês ser uma língua exclusiva, já que pouca gente no mundo falava o idioma.

Na primeira correção, o professor grifou essa frase, anotou diversos sinais de interrogação e escreveu: “holandês também é falado na Bélgica, Antilhas Holandesas e Suriname”

Ao entregar a segunda versão corrigida, após ler que a aluna não havia mudado a terceira motivação, o professor dirigiu-se a ela e explicou que o holandês não é uma língua assim tão secreta como ela havia escrito e que o idioma que ele ensina é falado por cerca de 30 milhões de pessoas, atingindo a classificação de número 37 na lista das mais faladas do mundo.

A brasileira sorriu, agradeceu a informação e, em seguida, com uma piscadela de olho, me perguntou (em português) se eu me lembrava do número de habitantes do país onde havíamos nascido.

Leia também:
Na aula de holandês 3: a mexicana
Na aula de holandês 2: o grego
Na aula de holandês: o australiano

5 comments 28 - 10 - 2007

Eles rumaram para o Brasil

Houve um tempo em que milhares de imigrantes embarcavam num navio rumo ao Brasil. Alguns materiais que narram essas aventuras e desventuras caíram em minhas mãos.

Holandeses no Brasil
Holandeses no Brasil é uma série de seis programas da Radio Nederland que aborda diversos aspectos da cultura holandesa no Brasil, desde a época da invasão, comandada por Maurício Nassau em Pernambuco no século XVII, até as relações econômicas e culturais existentes.

holambraRailda Herrero e Mario de Freitas estiveram no Brasil no início de 2003 para realizar esta reportagem.

Holambra
Holambra é um programa da Radio Nederland dos anos 70.

Walter Alves viajou para esta colônia holandesa localizada no interior de São Paulo e conversou com algumas pessoas que lá moravam.

Aqui você pode ouvir este programa.

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1 comment 21 - 10 - 2007

A obesidade, a fome e a imigração

A VPRO (emisora de TV holandesa) exibiu, em maio, o documentário Vette Honger, que trata da interdependência entre a obesidade e a fome e que, num mundo globalizado, inclui a imigração.

Vette HongerPartiu-se da estimativa de que em 2007 mais gente vai morrer pelo excesso (um bilhão) do que pela falta de comida (820 milhões de pessoas).

A população engordou e 41% dos moradores dos Países Baixos estão acima do peso. Este número é tão alarmante quanto o de que 35% dos produtos alimentícios são jogados fora.

Há 30 anos se produz mais do que se consome no mundo todo. Por dia, são produzidas 2770 calorias para cada pessoa que habita no globo terrestre. No entanto, a fome ainda não foi extinta do nosso planeta.

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5 comments 16 - 10 - 2007

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