Elas estão por todos os lados nesta época do ano. A tradição ‘manda’ comer oliebol na virada de ano. E os oliebollen podem ser comprados nos supermercados, padarias e, claro, nas oliebollenkraampjes, espalhadas por todos os lados. Os trailers que vendem o oleoso bolinho estão em cada esquina.
As chamadas oliebollenkraampjes surgem a partir de outubro, ficam nas ruas até o final de dezembro e depois desaparecem. Para onde elas vão?
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De longe sente-se o cheiro da massa adocicada e frita no ar. Na pracinha, entre a Bijenkorf e a Beurs van Berlage, em Amsterdã, há um trailler que vende oliebollen, ou seja, bolinhos fritos degustados nessa época do ano nos Países Baixos. Na vitrine diversos tipos massas fritas: redondas, triangulares, recheadas com maçã, uvas passas e outras.
O namorado perguntou se eu gostaria de experimentar. “Claro!”, respondi. Dois oliebollen foram colocados em uma embalagem de papel.
Ventava, fazia bastante frio e decidimos que o melhor seria caminhar comendo. O que eu não sabia era que os “oliebollen” estavam pulverizados com açúcar de confeiteiro. Com muito açúcar de confeiteiro. Na hora que tirei o bolinho da embalagem meu casaco e rosto encheram-se do pozinho doce. Tudo ficou branco, como neve…
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Sabor do inverno 1: poffertjes
Era uma tarde de domingo. Não havia viv’alma nas ruelas de Marken, vilarejo próximo de Amsterdã. As cortinas da maioria das casinhas de madeira – pintadas de verde ou preto – estavam abertas. No entanto, não se via ninguém do lado de dentro. Do lado de fora, apenas alguns gatos circulavam entre os duendes dos jardins.
Casacos, luvas e gorros protegiam a maior parte de nossos corpos, mas nossos rostos estavam vermelhos e gelados. Subimos uma pequena rampa e nos deparamos com o fim da vila. Ao menos para pedestres. Avistamos a marina e o mar. Andamos na rua da orla, apreciando as casinhas e os barcos e, ao mesmo tempo, procurando algum lugar para nos abrigar do frio.
Entramos na última casa à direita. O interior é meio bege-amarelo-alaranjado. As mesas estavam forradas com toalhas brancas. Duvidamos que o restaurante estivesse aberto. De dentro do estabelecimento um senhor de bigodes nos saudou, com um gesto de cabeça. Em seguida, apontou para uma (de todas as) mesa desocupada. Caminhou conosco e nos mostrou o cardápio.
Fui apresentada às poffertjes, uma espécie de mini-panqueca. Sempre servidas em porção, acompanhadas de manteiga e polvilhadas com açúcar de confeiteiro, na versão mais simples.
Fizemos o pedido e aguardamos. Elas vieram logo em seguida. Como se fosse um ritual de agradecimento por estarmos protegidos do vento, saboreamos poffertje por poffertje, silenciosamente.
… num dia livre, ao acordar e levantar, ter de vestir jaqueta, meias e sapatos só para comprar pão na padaria da esquina…
Submarina quer saber:
O que te irrita no inverno?
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