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This is so Dutch!

Uma vez encontrei o livrinho Total Dutch na biblioteca da rádio em que eu trabalhava. Total Dutch, meer dan duizend woorden en uitdrukkingen met Dutch, de Ton Spruijt, é uma coletânea do uso e significado de mais de mil palavras e expressões com a palavra Dutch nos países em que o inglês é a língua materna.

totaldutchGoing Dutch é uma das expressões conhecidas internacionalmente. Se amigos saem para jantar juntos, cada um paga exclusivamente aquilo que consumiu. Going Dutch também pode significar ir para o banheiro do restaurante minutos antes da conta chegar à mesa, com a intenção de não pagá-la.

The Dutch courage, a coragem holandesa, é obtida depois de tomar (muito) jenever (o aguardente holandês), Dutch way, o jeito holandês, é um eufemismo para o suicídio e por aí vai.

Ton Spruijt ordenou o livrinho por capítulos temáticos. E assim, a palavra Dutch é usada na Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e outros países no mundo da culinária, reino animal, esporte, artes e para apelidos.

Ele também dá uma breve descrição histórica do termo, bem como desde quando ele é utilizado. “Uma coleção de fatos e curiosidades sobre o comportamento dos holandeses no exterior durante os séculos”, diz o texto de orelha do livro.

O livro é um pouco antigo, não sei se é possível encontrar um novo. De qualquer forma, seguem aqui os dados:

Total Dutch…een Engels-woordboek : meer dan duizend woorden en uitdrukkingen met Dutch, vertaald, verklaard en toegelicht
Ton Spruijt
ISBN: 9789025498825

Add comment 12 - 12 - 2008

“O típico holandês não existe”

Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha holandesa.

No ano passado, durante a apresentação de um relatório do governo sobre a identidade holandesa, a princesa Máxima disse que o típico holandês não existe. Na opinião da argentina que é casada com o príncipe herdeiro, há tanta diversidade no país que é impossível categorizar o holandês com base em clichês.

Em Nederland op z’n breedst (O melhor da Holanda, tradução/interpretação da batateira) os autores dizem assinar embaixo do discurso da princesa: holandeses são únicos.

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2 comments 13 - 05 - 2008

Eles rumaram para o Brasil

Houve um tempo em que milhares de imigrantes embarcavam num navio rumo ao Brasil. Alguns materiais que narram essas aventuras e desventuras caíram em minhas mãos.

Holandeses no Brasil
Holandeses no Brasil é uma série de seis programas da Radio Nederland que aborda diversos aspectos da cultura holandesa no Brasil, desde a época da invasão, comandada por Maurício Nassau em Pernambuco no século XVII, até as relações econômicas e culturais existentes.

holambraRailda Herrero e Mario de Freitas estiveram no Brasil no início de 2003 para realizar esta reportagem.

Holambra
Holambra é um programa da Radio Nederland dos anos 70.

Walter Alves viajou para esta colônia holandesa localizada no interior de São Paulo e conversou com algumas pessoas que lá moravam.

Aqui você pode ouvir este programa.

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1 comment 21 - 10 - 2007

Aventuras de uma matuta

Logo que me mudei para cá, tive a oportunidade de conhecer Kinha Costa. Na ocasião, ela me presenteou com seu livro “Impressões de uma Matuta – aventuras brasileiras nos países baixos”.

Matuta porque Kinha nasceu como Francisca Soares da Costa em Serra da Formiga, vilarejo no Rio Grande do Norte. Ela “deu certo” do outro lado do oceano, como ela própria conta.

Impressões de uma matutaDevorei o livrinho de uma “pegada” só, tamanha curiosidade e paixão pelo jeito dela escrever, crônicas hilárias e poéticas, ilustradas por Carlos Duba.

De forma bem humorada e crítica, ela conta passagens da própria vida; como se apaixonou pelas bicicletas, pelos dropjes, seu amor por Amsterdam, e é claro, pelo holandês com o qual está casada.

O livro também é um diário público, oportunidade de conhecer alguns personagens brasileiros que vivem nas terras baixas e são retratados através das lentes da autora.

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2 comments 14 - 10 - 2007

A casa da menina do diário

“Hei de publicar um livro depois da guerra com o título O esconderijo secreto. Se serei ou não bem sucedida, não se pode prever, mas o meu diário me servirá de base”.
Anne Frank

Talvez o diário dela, traduzido para 67 idiomas, seja um dos mais lidos no mundo. E o esconderijo seja um dos pontos turísticos mais visitados de Amsterdã. Faça chuva ou faça sol, verão ou inverno, sempre há filas de pessoas para conhecer o local em que a guria viveu com sua família antes de ser levada para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, e falecer de febre tifóide no campo de concentração, em Bergen-Belsen, na Alemanha, aos 15 anos.

Pode causar uma sensação estranha visitar uma casa que ‘vivenciou’ tanto sofrimento. Logo na primeira sala há uma maquete, com uma réplica em miniatura dos móveis, já que estes também foram levados pelos nazistas quando os Frank, os Pels e Fritz Pfeffer, que ali viviam de maneira clandestina, foram delatados.

Difícil não entrar naquele lugar sem se arrepiar. Em todos os cômodos há passagens do diário, o que comprova a história e nos faz pensar nos horrores de guerra, de ontem e de hoje. E esse é também um dos objetivos da Fundação Anne Frank: “promover a tolerância e o respeito mútuo na sociedade”.

***

Para visitação, há um guia da casa em português. Na loja (física ou virtual), também é possível encontrar o livro Anne Frank, uma história para hoje em português do Brasil. Em português de Portugal podem ser encontrados o Diário da Anne Frank e Anne Frank, uma vida, uma biografia para crianças em português de Portugal.

Pela internet, e pagando €0,50 extra, é possível comprar os ingressos com antecedência, com data e hora marcada.

No ano passado, a Fundação Anne Frank trouxe uma mostra com cartas inéditas. Aqui há cópias e áudios delas em português.

1 comment 20 - 09 - 2007

‘Bieb’ como atração turística

Mochileiros, casais de velhinhos, grupos de espanhóis acompanhados por guias turísticos. Gente curiosa, turistas ou não, olhando aqui e ali, provando cadeiras e sofás, admirando a arquitetura e a grandiosidade do novo edifício da Biblioteca Pública de Amsterdã, inagurada a menos de dois meses.

Localizado ao lado da estação central de trem, o novo prédio da ‘bieb’ central faz parte das atrações do guia Amsterdam Design desse mês e é descrita como um lugar onde se encontra ‘muito mais do que apenas livros’.

bibliotecaSão dez andares, incluindo o terraço panorâmico, onde funciona um restaurante da rede La Place. O arquiteto Jo Coenen criou também um teatro, uma sala de leituras e outros espaços agradáveis o suficiente para se passar um dia inteiro entre os livros.

Facilidades
O acervo e a tecnologia para facilitar a vida do visitante habitual também é de se admirar. Em todos os andares, diversos computadores estão à disposição gratuita para acessar a internet. Todo o catálogo da biblioteca está digitalizado e pode ser consultado nos terminais espalhados pelo prédio, num sistema self-service.

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4 comments 01 - 09 - 2007

Aprender a gostar de cozinhar

Logo que cheguei na Holanda tive a idéia de aprender holandês cozinhando. Até escrevi sobre isso para o Brasileiros na Holanda (Em colunas, clique em culinária. O texto que conta essa experiência chama-se Aprender holandês cozinhando?).

Esta fórmula funcionou como ‘aprendizado de idioma’ mas meus dotes culinários não se desenvolveram. Para facilitar a minha vida nessa tarefa (porque precisamos comer todos os dias?) descobri outros livros de receita.

de vegetarische studenten kookgidsFoi com o livro De vegetarische studenten kookgids (O guia de cozinha do estudante vegetariano) que meu gosto por passar mais tempo entre ingredientes e panelas surgiu.

É o primeiro livro de receitas sem ilustrações que me atrai. Ele é o mais básico e prático com o qual cozinhei até hoje. Até agora, todos os pratos desse livro que fiz me renderam elogios, o que comprova a eficiência da publicação.

Com a auto-estima lá em cima, ousei utilizar o Verras je vegetarische vrienden (surpreenda seus amigos vegetarianos) para ocasiões festivas. Mais uma vez, sucesso de degustação.

O problema, no entanto, ainda estava em agradar vegetarianos e carnívoros no dia-a-dia.

Esta semana, encontrei Vega & vlees – vegetariërs en vleeseters samen aan tafel (vega & carne – vegetarianos e comedores de carne juntos na mesa). Este, traz receitas simples, fáceis para o jantar cotidiano e com explicações sobre o que adaptar para satisfazer quem mora junto mas come diferente.

Testei uma receita: ovos cozidos ao molho agridoce e pedaços de frango ao molho agridoce. As instruções do que ambos vão comer, como os legumes que você joga numa wok estão descritas em preto. Depois, escrito em verde, estão as instruções para o preparo da parte vegetariana da receita. Em vermelho, para a parte carnívora. O resultado também foi saboroso!

Estar na cozinha está virando um hobby…
e continuo aumentando meu vocabulário…

7 comments 30 - 08 - 2007

O poeta dos mortos

Estava lendo essa semana a Torpedo, a nova revista literária holandesa, quando me deparei com um texto escrito por F. Starik, o “enterro solitário número 69″.

Torpedo(…)

Starik descreve o contato telefônico com a única irmã localizável que o falecido em questão possuía, que conta como ele transformou-se em alcólatra abandonado.

“Nascido em 1922, Gijs van den Werf foi levado a um campo de trabalho na Alemanha por ser socialista, se apaixonou por uma mulher que era casada com um homem que possuía um cargo de confiança numum movimento radical e anti-semita holandês (NSB).”

“Ela separa-se do ‘nazista’ e casa-se com Gijs porque ficou grávida dele. Tudo para a história ter um final feliz. No entanto, ele descobre que o amor da vida dele também foi, no passado, membro do NSB. E ele se entrega à bebida.”

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2 comments 27 - 05 - 2007

OBA! Livros em português

Morar em uma cidade cosmopolita e multicultural como Amsterdã, com 176 nacionalidades diferentes, tem muitas vantagens.

É o caso livros no idioma original. Na Biblioteca Pública de Amsterdã pode-se encontrar literatura inglesa, espanhola, francesa, italiana, turca, árabe, persa e outras no original. E, é claro, em português. Literatura de Portugal, do Brasil, Moçambique, Cabo Verde e outros países luso-africanos.

Alguns autores de língua portuguesa que podem ser encontrados na Biblioteca Pública de Amsterdã (OBA): Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, Euclides da Cunha, Eça de Queiróz, Erico Veríssimo, Jorge Amado, José de Alencar, José Saramago, Machado de Assis, Rubem Fonseca. Vários deles também foram traduzidos para o holandês.

Ah, sim! A OBA também tem uma seção multimídia, com um enorme acervo de CDs, DVDs, CD-roms etc para alugar, além de 3500 livros digitais e mais de 100 mil músicas à disposição para download.

A anuidade da biblioteca é gratuita para quem tem menos de 19 anos, e, no máximo 23,50 euros, se você tem entre 23 e 64 anos.

3 comments 24 - 05 - 2007

Semana da Annie

De 9 a 20 de maio, a Holanda celebra a “Semana Annie M.G.Schmidt”. A escritora, que faleceu em 1995 e ficou conhecida como a “rainha da literatura infantil”, é homenageada pela editora dos livros dela. Até 18 de maio os internautas podem escolher a melhor poesia dela em www.versjesvanannie.nl.

Desconfio que pelo menos uns 90% de nós, que estamos engatinhando no holandês, já tivemos nas mãos alguns trechos de livros dela. Ao menos as professoras e professores que tive sempre apareciam com a idéia de que “literatura infantil é um bom método de aprender o holandês”.

E já que ela estava até na matéria de capa do nrc.next de hoje, escrevo sobre alguns dos personagens que caíram nas minhas mãos na sala de aula:

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5 comments 09 - 05 - 2007

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