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Flores quenianas na Holanda
O Holland doc, programa da tv holandesa de documentários, exibiu Bloeiende Handel essa semana. Negócio que floresce (traduzindo) segue três moradores de Naivasha, uma vila queniana que sofre as consequências da instalação de uma empresa de flores.
Uma das retratadas no documentário é Jane. Ela é uma mãe jovem. Tem quatro filhos. Trabalha das sete da manhã às dez da noite. Chega em casa cansada e vai cozinhar para as crianças, cantar com elas e alfabetizá-las.
O pequeno e humilde lar de Jane não tem banheiro. Mas ela não sai de casa à noite caso precise fazer as necessidades básicas por que corre o risco de ser estuprada… e essa é apenas uma parte da história de Jane.
1 comment 13 - 06 - 2009
Tão antigo quanto imigrar por amor
S. nasceu na Finlândia. Tem 82 anos e vive na Holanda desde 1949. Na escola, depois da II Guerra Mundial, incentivava-se a troca de correspondência com estrangeiros. E foi trocando cartas em alemão que S. conheceu o seu (já falecido) marido, um holandês.
Tempos depois, o holandês visitou-a na Finlândia, a finlandesa visitou-o na Holanda. Casaram-se. Constituíram família.
Dos cinco filhos do casal, três seguiram o exemplo da mãe. O amor os levou para diferentes continentes. O mais velho é casado com uma estadunidense, uma das filhas com um moçambicano e o caçula com uma brasileira.
3 comments 08 - 10 - 2007
Topless: porque sim? Porque não?
Nas praias holandesas, uma coisa que me surpreende positivamente é a liberdade de fazer topless. Seios de todos os tamanhos, formas ou idade andam descobertos. Sem o top, as mulheres jogam futebol na areia com os filhos, frescobol com o namorado ou andam tranqüilamente pela areia, o que dá uma certa igualdade entre os sexos.

Andar sem o top é permitido e encarado com muita naturalidade na Holanda. Pelo que pude observar, não existe assédio masculino ou qualquer ameaça à mulher que o faça.
7 comments 06 - 08 - 2007
A cosmética que nos engana
Tem algumas coisas práticas que poderiam ser facilitadas mas que, por razões comerciais, parecem ser feitas para confundir. É o caso da indústria de cosméticos.
Quando me mudei para a Holanda, notei a falta de produtos para cabelos encaracolados nas lojas convencionais. Além disso, os rótulos eram, na sua maioria, em holandês e francês. Droog haar? Fijn haar? O que eles querem dizer?
Superada a fase do estranhamento idiomático, ganhei a mania de passar horas nas drogarias lendo rótulos e tentando entendê-los. Foi aí que me dei conta de que eles são pouco explicativos e prometem milagres.
Add comment 24 - 07 - 2007
A técnica de dizer ‘não’
Situação Um
Uma mulher quer aprender português. Toda empolgada, ela liga para a professora e pede para marcar um encontro. A professora explica que o português que ela ensina é do Brasil e que, embora seja o mesmo idioma, tem dúvidas se é a pessoa certa para lecionar para alguém que tem planos de morar em Portugal. Mas a aspirante a aluna, entusiasmadíssima e parecendo conhecer a professora há anos, diz que não tem importância, que quer começar a ter aulas com aquela professora o mais rápido possível.
Situação Dois
Dias antes da data combinada, uma mulher ríspida, com a mesma voz e nome daquela quase íntima, liga novamente para a professora. Com uma frieza irreconhecível diz que vai procurar uma professora que ensine português de Portugal. A professora, que tenta entender o ocorrido, agradece a ligação para desmarcar o encontro.
2 comments 05 - 07 - 2007
Mulheres + crianças = trabalho?
Há alguns meses, Emely Nobis, redatora da revista feminista Opzij, lançou o livro “Geen Kinderen, geen bezwaar” (não ter filhos não é um inconveniente), no qual ela entrevistou mulheres que nunca ouviram o tiquetaquear do relógio biológico.
Para a maioria das mulheres, o conhecido relógio biológico começa dar sinal de vida quando elas chegam aos 30 anos e não são mães.
Uma pesquisa internacional divulgada no jornal NRC Handelsblad recentemente traçou o perfil da mulher que não tem filhos: ‘normalmente, possui altos níveis de educação formal, são pouco tradicionais e anseiam liberdade e independência’.
Preconceitos
No entanto, ainda que para tais mulheres essa opção seja clara, até a ‘dita’ emancipada sociedade holandesa não está totalmente preparada para aceitar o fato de que existem mulheres para as quais crianças não fazem parte dos planos delas.
8 comments 01 - 07 - 2007