Posts Taggedmulticultural

Amsterdã é como uma vila…

Será que ela entendeu minha conversa?

cafesQuarta-feira, 10 horas da manhã. Estou sentada em um café no centro de Amsterdã. Tomo um café com leite, acompanhado de um croissant. Caderninho de anotações, lápis e telefone celular sob a pequena mesa redonda. Trabalho no meu projeto de conclusão de curso. Na mesa ao lado, duas senhoras conversam animadamente em holandês.

A única entrevista que fiz até agora estava incompleta, segundo a minha orientadora. Ligo para a entrevistada para marcar o próximo encontro. Ela é brasileira e, naturalmente, falo ao telefone em português. Depois do bate-papo telefônico, volto para as anotações.

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2 comments 05 - 11 - 2009

O Marrocos fica ali na esquina

A padaria marroquina é a que prepara o melhor croissant da vizinhança, na opinião do namorado. Ela fica bem próxima da nossa casa. Basta ir até o final da rua, virar à esquerda, atravessar uma rua e na esquina está a Al Maghrib, cuja vitrine é decorada com letras do alfabeto árabe em vermelho.

Neste sábado, vi não apenas a caligrafia árabe mas vi que o estabelecimento estava completamente cheio. Homens, mulheres e crianças. “Será que espero esvaziar do lado de fora ou entro?”, me perguntei. Entrei.

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1 comment 07 - 12 - 2008

Gente do Oerol: nacionalidade

“Você não tem sotaque de Terschelling, de onde você é?”, me perguntou uma guria que, como eu, trabalha como voluntária na bilheteria do Oerol, o festival de teatro que acontece na ilha do meio do mar de Wadden.

Encontrei um colega de bilheteria entre um teatro de rua e outro. Ele me perguntou quem era o rapaz que estava comigo:
“Este é P, que mora no Brasil e está passando uns dias aqui na ilha” – apresentei.
“Ah! Você também é brasileira!” respondeu ele.

Em três dias, conheci uns 20 dos cerca de 700 voluntários que fazem com que o Oerol aconteça. A maioria me pergunta onde estou hospedada, onde moro ou quais peças de teatro já assisti ou vou assistir. Parece que por aqui a nacionalidade não é uma informação importante…

1 comment 17 - 06 - 2008

Em quanto tempo se fala holandês?

“Nossa, como você fala bem o holandês!” Essa exclamação não soa como elogio para B, que nasceu na Turquia. Embora tenha imigrado com seus pais aos seis anos de idade, agora, aos 29, ainda ouve essa frase de holandeses.

“Como se fosse impossível conseguir falar o idioma do país em que fui alfabetizada”, irrita-se.

Embora o assunto seja delicado, vou atrever-me a dar minha opinião.

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14 comments 20 - 05 - 2008

“O típico holandês não existe”

Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha holandesa.

No ano passado, durante a apresentação de um relatório do governo sobre a identidade holandesa, a princesa Máxima disse que o típico holandês não existe. Na opinião da argentina que é casada com o príncipe herdeiro, há tanta diversidade no país que é impossível categorizar o holandês com base em clichês.

Em Nederland op z’n breedst (O melhor da Holanda, tradução/interpretação da batateira) os autores dizem assinar embaixo do discurso da princesa: holandeses são únicos.

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2 comments 13 - 05 - 2008

Na aula de holandês 7: o irlandês

Após ensinar algumas palavras básicas do vocabulário de alimentação, a professora pergunta aos alunos qual é o prato típico do país deles.

O marroquino diz que come muito couscous, a espanhola adora paella, a colombiana não vive sem arepas, a japonesa fala que arroz é importante, enfim, uma diversidade culinária.

- E na Irlanda, o que vocês costumam comer? – perguntou a professora, já no final da viagem gastronômica.

O irlandês olhou para cima, enxeu a boca de ar como se estivesse bochechando, pensou mais um pouquinho e finalmente respondeu:

- Guinness!

Leia também:
- Na aula de holandês 6: o estadunidense
- Na aula de holandês 5: a holandesa
- Na aula de holandês 4: a brasileira
- Na aula de holandês 3: a mexicana
- Na aula de holandês 2: o grego
- Na aula de holandês: o australiano

1 comment 17 - 04 - 2008

Na aula de holandês 6: o estadunidense

A professora pergunta se alguém na sala de aula já precisou visitar o huisarts, ou seja, o médico da família:

- Huisarts??? – reage irritado o estadunidense – Já fui nele algumas vezes, mas ele nunca resolve meus problemas! O huisarts sempre diz pra eu voltar pra casa, esperar uma semana e ver se melhoro. No máximo, sugere que eu tome paracetamol caso a dor continue.
- E essa não é uma boa solução? – indaga a professora.
- Não! A solução é pedir para minha mãe enviar pelo correio todos os remédios que eu preciso, mensalmente. Nos Estados Unidos é fácil conseguir medicamentos!

Leia também:
- Na aula de holandês 5: a holandesa
- Na aula de holandês 4: a brasileira
- Na aula de holandês 3: a mexicana
- Na aula de holandês 2: o grego
- Na aula de holandês: o australiano

2 comments 22 - 03 - 2008

Durei pouco num call center

Trabalhei em Amsterdã para um call center internacional. Na cidade mais multicultural, não é difícil encontrar gente que fale idiomas do mundo todo como língua materna, seja ela qual for.

Para conseguir a vaga, não foi preciso passar por nenhum processo de seleção, muito menos comprovar experiência: bastou telefonar e dizer que falo português.

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5 comments 19 - 03 - 2008

Holandês num bairro ‘multiculti’?

Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e leciona na sede de uma associação dos moradores de bairro, em Amsterdã, para um grupo de mulheres, a maioria oriunda do Marrocos ou da Turquia.

ParabólicasConversamos sobre as dificuldades em aprender o neerlandês. M disse que aconselha as alunas dela a usar o idioma para se comunicar no comércio. A minha velhinha havia me sugerido o mesmo.

Moramos no mesmo bairro e M sabe da pouca probabilidade de praticar holandês nas ruas de um bairro multicultural.

‘Multiculti’
Perto da minha casa tem três lanchonetes turcas, uma padaria e uma loja de roupas marroquina, um cybercafé de um paquistanês, uma loja de quinquilharias de um queniano.

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1 comment 05 - 12 - 2007

Na aula de holandês 4: a brasileira

O professor pediu para que os alunos escrevessem uma redação sobre as motivações que eles tinham para aprender holandês.

Para encerrar o texto, a brasileira escreveu que a terceira motivação dela era o fato de o holandês ser uma língua exclusiva, já que pouca gente no mundo falava o idioma.

Na primeira correção, o professor grifou essa frase, anotou diversos sinais de interrogação e escreveu: “holandês também é falado na Bélgica, Antilhas Holandesas e Suriname”

Ao entregar a segunda versão corrigida, após ler que a aluna não havia mudado a terceira motivação, o professor dirigiu-se a ela e explicou que o holandês não é uma língua assim tão secreta como ela havia escrito e que o idioma que ele ensina é falado por cerca de 30 milhões de pessoas, atingindo a classificação de número 37 na lista das mais faladas do mundo.

A brasileira sorriu, agradeceu a informação e, em seguida, com uma piscadela de olho, me perguntou (em português) se eu me lembrava do número de habitantes do país onde havíamos nascido.

Leia também:
Na aula de holandês 3: a mexicana
Na aula de holandês 2: o grego
Na aula de holandês: o australiano

5 comments 28 - 10 - 2007

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