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E não é que essa música é de holandeses!

Mais de uma e meia da manhã. Estamos no carro. Namorado e eu sonolentos e uma emissora de rádio regional embala nossa viagem. A letra é em holandês, mas a melodia e o refrão não me são estranhos.


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3 comments 10 - 07 - 2009

Bichos do Brasil, acrobatas australianos

acrobatas australianos

acrobatas australianos

Bichos do Brasil, acrobatas australianos e bailarinos da França são algumas das atrações do teatro de rua do Karavaan Festival, que está acontecendo – e vai até 10 de agosto – no norte da província de Noord Holland.

* Até três de agosto, o coração do festival funciona na cidadezinha portuária de Hoorn, às margens do IJsselmeer.

* De 7 a 10 de agosto, o Karavaan viaja para Schagen, mas há espetáculos em Bergen, Den Helder, Warmenhuizen Anna Paulowna, Hoogkarspel, e na ilha de Texel.

* Bichos do Brasil é um espetáculo com artistas brasileiros. Uma parceria da paulistana Cia Pia Fraus e do Munganga, grupo de teatro cujos diretores são brasileiros, mas que tem sede em Amsterdã.

* Teatro pago, mas teatro de rua e música ao vivo de graça.

* Veranistas, de Máximo Górki, continua em cartaz no teatro ao ar livre do Amsterdamse Bos, em Amsterdã.

* Ainda há muitos festivais de verão na Holanda até o final de agosto.

Add comment 02 - 08 - 2008

Na praia, no bosque, na fazenda

O festival de verão que mais freqüento é o Oerol. Durante 10 dias, as praias, dunas, bosques, diques, fazendas, campings, pontos de ônibus, povoados e outras locações de uma pacata ilha no norte da Holanda transformam-se em palco para diferentes tipos de manifestações artísticas.

Terschelling tem cinco mil habitantes. Para o festival, a ilha recebe outras 20 mil pessoas que têm boa reputação junto aos moradores. Os nativos dizem que o público do Oerol respeita a natureza, é prestativo e não promove atos de vandalismo.

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10 comments 25 - 05 - 2008

Jazzy hip-hop de primeira!

Pete-Philly & Perquisite fecharam um evento que tive a oportunidade de presenciar em Roterdã. Até então, a única coisa que sabia sobre a dupla é que fazem parte do cenário atual do hip hop holandês.

Pieter Perquin ‘Perquisite’ é o produtor e violoncelista do duo. Durante o show, o parceiro dele, MC Pete-Philly animou o público: fez todo mundo dançar, cantar, bater palmas e pôr as mãozinhas para cima.

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2 comments 12 - 03 - 2008

Holandês num bairro ‘multiculti’?

Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e leciona na sede de uma associação dos moradores de bairro, em Amsterdã, para um grupo de mulheres, a maioria oriunda do Marrocos ou da Turquia.

ParabólicasConversamos sobre as dificuldades em aprender o neerlandês. M disse que aconselha as alunas dela a usar o idioma para se comunicar no comércio. A minha velhinha havia me sugerido o mesmo.

Moramos no mesmo bairro e M sabe da pouca probabilidade de praticar holandês nas ruas de um bairro multicultural.

‘Multiculti’
Perto da minha casa tem três lanchonetes turcas, uma padaria e uma loja de roupas marroquina, um cybercafé de um paquistanês, uma loja de quinquilharias de um queniano.

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1 comment 05 - 12 - 2007

Comedores de batata

Além de dar o nome a uma das obras do pintor Vincent Van Gogh, Aardappeleters* é uma banda holandesa que só compõe músicas sobre batatas!

No website da banda, há a informação de que possuem um repertório de 30 aardappelsongs*. A banda, que existe há 27 anos, foi criada para homenagear o ingrediente tradicional da cozinha holandesa que, para a tristeza dos músicos, anda meio fora de moda nos cardápios de restaurantes.

Durante uma entrevista com os Aardappeleters no programa culinário televisivo “Mc Donald’s Kitchen“, exibido pela emissora de TV holandesa Llink, o apresentador os brindou com uma bandeja recheada com batatas, preparadas das mais diferentes formas. Quando começaram a comer, um dos músicos disse: “olhando esse prato, pensei em um título para uma nova música: ’sinto falta do purê’.

Abaixo, uma apresentação dos Aardappeleters em um programa da TV local de Gelderland:

*
aardappel = batata
eters = comedores
aardappelsongs = músicas sobre batatas

1 comment 27 - 10 - 2007

Opzij – um experimento

Advirto aqui que este post é politicamente incorreto.

Trata-se de uma experimento com seres humanos – para ser mais específica, com você que está agora lendo – que querem colaborar com as pesquisas Submarinas.

Tenho a impressão que a música Opzij, de Herman van Veen é altamente contagiante e que temos a tendência de, ao ouvir, reagirmos da mesma forma.

Se quiser colaborar com as pesquisas abaixo do nível do mar, siga as instruções abaixo.

1. Ouça Opzij, de Herman van Veen. Aqui vai a música:

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7 comments 10 - 10 - 2007

O pop sem excessos de Spinvis

Conheci Spinvis quando ainda morava com o namorado holandês em São Paulo. No aniversário dele, uma amiga holandesa enviou via correio o primeiro CD do músico que, traduzindo para o português, atende pelo nome artístico de peixe-aranha. Comecei a ouvir, gostei, me empolguei. Peguei o encarte e comecei a ‘cantar junto’, claro que sem entender nada!

Cinco anos depois, continuo a ouvir o multi-instrumentalista que nasceu com o nome de Erik de Jong. Já tinha outros dois CDs e ontem adquiri pelo iTunes o mais recente álbum dele, Goochelaars en Geesten (ilusionistas e espíritos). Continuo me surpreendendo com o talento do rapaz. Já consigo entender as letras e as composições me agradam muito.

Ao vivo!
Spinvis no OerolNesse meio tempo, tive a oportunidade de vê-lo tocar no Bostheater em Terschelling, durante o Oerol Festival no início deste verão. Um show bastante intimista, como se o artista estivesse recebendo amigos em casa.

A cada número, uma história do personagem criado por ele como inspiração para a letra. Muito modesto, fez o pápápá… de Voor ik vergeet. Em seguida, como se justificando, apontou para a esposa, que estava em pé, no final da platéia, e disse: ‘É ela quem faz o pápápá no CD.

Lá pelo fim do show, em uma das músicas, Spinvis pediu para o público cantar um refrãozinho. Como querendo dizer que achava isso desnecessário ou não querendo fazer o público pagar mico, disse que não costumava fazer esse tipo de pedido, explicou o quê e quando cada lado da platéia deveria cantar o refrão Kus me dan en bijt mijn tong af no finalzinho da música. Quando a platéia parecia finalmente ter se empolgado, acho que para ele já era o suficiente. Agradeceu meio tímido e continou a contar história e cantar outros números.

No final, recebeu aplausos sóbrios, talvez como ele desejasse. Sem nenhuma pose de pop star, acompanhou em pé a saída do público. Abaixo, você ouve as duas músicas que citei acima:

E em SpinvisTV, vários clips do meu músico holandês favorito, incluindo o de Wespen op de appeltaart, um dos singles do novo álbum.

3 comments 02 - 09 - 2007

Surpresinhas de uma sexta-feira 13

Querido diário,

Nesta sexta-feira 13, levantei na hora que o despertador tocou e saí de casa com o que os holandeses chamam de “ochtendhumeur”, ou seja, meu humor matutino não era lá dos melhores. E ainda nem imaginava o que a noite me prometia.

Montei na bici, coloquei música e me animei um pouquinho. Pedalei por dentro do parque, onde as pessoas que pedalam no sentido contrário estão mais abertas e, de vez em quando, até esboçam um leve sorriso de bom dia.

Anjinhas no meu caminho?
Desci o pequeno túnel sentido Estação Central e, como sempre, reduzi a marcha para facilitar na hora de subir a ponte que atravessaria a seguir.

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1 comment 14 - 07 - 2007

Una paloma ‘blanca’ e ‘holandesa’!

Una paloma blanca
I am just a bird in the sky
Una paloma blanca
yes no one can take my freedom away

George Baker Selection, 1975

Encontrei dia desses “Una paloma blanca” no iPod de um amigo. Tenho uma vaga lembrança de que na minha infância, essa música fazia sucesso na televisão, se não me engano, nos programas de calouros. Talvez até exista uma versão em português…

Além de duvidar do gosto musical do amigo, achei estranho um holandês ouvir “Una Paloma Blanca”. Perguntei ao namorado se ele conhecia aquela música. ‘É claro, George Baker Selection é um grupo holandês”, respondeu ele.

Para meu espanto, li na Wikipédia que além de Una Paloma Blanca, o holandês, que ganhou dos pais o nome de Johannes (Hans) Bouwens escreveu mais de 600 letras de músicas e vendeu cerca de 20 milhões de discos!

E descobri que até gosto do primeiro hit da George Baker Selection, Little Green Back (1969). Em 1992, Quentin Tarantino (o cineasta que transforma trash em cult!) a ressucitou e a usou como trilha sonora para o filme Reservoir Dogs.

Veja o clip dessa música:

4 comments 03 - 07 - 2007

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