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Posts Etiquetados ‘música’

Solomon Burke & De Dijk

Solomon Burke faleceu no aeroporto de Schiphol em 10/10/10. Dois dias depois ele faria um show com a banda holandesa De Dijk. Como é que essa parceria aconteceu?

Essa história é contada num episódio do podcast Global Hit dedicado às lendas da música mundial que faleceram no ano passado. Nele, há uma homenagem especial a Solomon Burke. Huub van der Lube, do De Dijk, é um dos entrevistados: clique e ouça (em inglês)

Solomon Burke gravou seu último CD com o De Dijk. Em Hold on Tight ele interpreta vários dos sucessos da banda holandesa. As músicas que compõem esse álbum foram traduzidas do holandês para o inglês. Uma impressão das gravações:

De Dijk
Solomon Burke

Leia (e ouça) também:
Giovanca
Awkward i
E não é que essa música é de holandeses?
Jazzy hiphop de primeira
Comedores de batata
Uma paloma blanca e holandesa

E não é que essa música é de holandeses!

Mais de uma e meia da manhã. Estamos no carro. Namorado e eu sonolentos e uma emissora de rádio regional embala nossa viagem. A letra é em holandês, mas a melodia e o refrão não me são estranhos.


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Bichos do Brasil, acrobatas australianos

acrobatas australianos

acrobatas australianos

Bichos do Brasil, acrobatas australianos e bailarinos da França são algumas das atrações do teatro de rua do Karavaan Festival, que está acontecendo – e vai até 10 de agosto – no norte da província de Noord Holland.

* Até três de agosto, o coração do festival funciona na cidadezinha portuária de Hoorn, às margens do IJsselmeer.

* De 7 a 10 de agosto, o Karavaan viaja para Schagen, mas há espetáculos em Bergen, Den Helder, Warmenhuizen Anna Paulowna, Hoogkarspel, e na ilha de Texel.

* Bichos do Brasil é um espetáculo com artistas brasileiros. Uma parceria da paulistana Cia Pia Fraus e do Munganga, grupo de teatro cujos diretores são brasileiros, mas que tem sede em Amsterdã.

* Teatro pago, mas teatro de rua e música ao vivo de graça.

* Veranistas, de Máximo Górki, continua em cartaz no teatro ao ar livre do Amsterdamse Bos, em Amsterdã.

* Ainda há muitos festivais de verão na Holanda até o final de agosto.

Na praia, no bosque, na fazenda

O festival de verão que mais freqüento é o Oerol. Durante 10 dias, as praias, dunas, bosques, diques, fazendas, campings, pontos de ônibus, povoados e outras locações de uma pacata ilha no norte da Holanda transformam-se em palco para diferentes tipos de manifestações artísticas.

Terschelling tem cinco mil habitantes. Para o festival, a ilha recebe outras 20 mil pessoas que têm boa reputação junto aos moradores. Os nativos dizem que o público do Oerol respeita a natureza, é prestativo e não promove atos de vandalismo.

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Jazzy hip-hop de primeira!

Pete-Philly & Perquisite fecharam um evento que tive a oportunidade de presenciar em Roterdã. Até então, a única coisa que sabia sobre a dupla é que fazem parte do cenário atual do hip hop holandês.

Pieter Perquin ‘Perquisite’ é o produtor e violoncelista do duo. Durante o show, o parceiro dele, MC Pete-Philly animou o público: fez todo mundo dançar, cantar, bater palmas e pôr as mãozinhas para cima.

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Holandês num bairro ‘multiculti’?

Encontrei com M no aniversário de um amigo em comum. Ela é professora de holandês e leciona na sede de uma associação dos moradores de bairro, em Amsterdã, para um grupo de mulheres, a maioria oriunda do Marrocos ou da Turquia.

ParabólicasConversamos sobre as dificuldades em aprender o neerlandês. M disse que aconselha as alunas dela a usar o idioma para se comunicar no comércio. A minha velhinha havia me sugerido o mesmo.

Moramos no mesmo bairro e M sabe da pouca probabilidade de praticar holandês nas ruas de um bairro multicultural.

‘Multiculti’
Perto da minha casa tem três lanchonetes turcas, uma padaria e uma loja de roupas marroquina, um cybercafé de um paquistanês, uma loja de quinquilharias de um queniano.

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Comedores de batata

Além de dar o nome a uma das obras do pintor Vincent Van Gogh, Aardappeleters* é uma banda holandesa que só compõe músicas sobre batatas!

No website da banda, há a informação de que possuem um repertório de 30 aardappelsongs*. A banda, que existe há 27 anos, foi criada para homenagear o ingrediente tradicional da cozinha holandesa que, para a tristeza dos músicos, anda meio fora de moda nos cardápios de restaurantes.

Durante uma entrevista com os Aardappeleters no programa culinário televisivo “Mc Donald’s Kitchen“, exibido pela emissora de TV holandesa Llink, o apresentador os brindou com uma bandeja recheada com batatas, preparadas das mais diferentes formas. Quando começaram a comer, um dos músicos disse: “olhando esse prato, pensei em um título para uma nova música: ‘sinto falta do purê’.

Abaixo, uma apresentação dos Aardappeleters em um programa da TV local de Gelderland:

*
aardappel = batata
eters = comedores
aardappelsongs = músicas sobre batatas

Opzij – um experimento

Advirto aqui que este post é politicamente incorreto.

Trata-se de uma experimento com seres humanos – para ser mais específica, com você que está agora lendo – que querem colaborar com as pesquisas Submarinas.

Tenho a impressão que a música Opzij, de Herman van Veen é altamente contagiante e que temos a tendência de, ao ouvir, reagirmos da mesma forma.

Se quiser colaborar com as pesquisas abaixo do nível do mar, siga as instruções abaixo.

1. Ouça Opzij, de Herman van Veen. Aqui vai a música:

[splashcast ZBXG9669LR]

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O pop sem excessos de Spinvis

Conheci Spinvis quando ainda morava com o namorado holandês em São Paulo. No aniversário dele, uma amiga holandesa enviou via correio o primeiro CD do músico que, traduzindo para o português, atende pelo nome artístico de peixe-aranha. Comecei a ouvir, gostei, me empolguei. Peguei o encarte e comecei a ‘cantar junto’, claro que sem entender nada!

Cinco anos depois, continuo a ouvir o multi-instrumentalista que nasceu com o nome de Erik de Jong. Já tinha outros dois CDs e ontem adquiri pelo iTunes o mais recente álbum dele, Goochelaars en Geesten (ilusionistas e espíritos). Continuo me surpreendendo com o talento do rapaz. Já consigo entender as letras e as composições me agradam muito.

Ao vivo!
Spinvis no OerolNesse meio tempo, tive a oportunidade de vê-lo tocar no Bostheater em Terschelling, durante o Oerol Festival no início deste verão. Um show bastante intimista, como se o artista estivesse recebendo amigos em casa.

A cada número, uma história do personagem criado por ele como inspiração para a letra. Muito modesto, fez o pápápá… de Voor ik vergeet. Em seguida, como se justificando, apontou para a esposa, que estava em pé, no final da platéia, e disse: ‘É ela quem faz o pápápá no CD.

Lá pelo fim do show, em uma das músicas, Spinvis pediu para o público cantar um refrãozinho. Como querendo dizer que achava isso desnecessário ou não querendo fazer o público pagar mico, disse que não costumava fazer esse tipo de pedido, explicou o quê e quando cada lado da platéia deveria cantar o refrão Kus me dan en bijt mijn tong af no finalzinho da música. Quando a platéia parecia finalmente ter se empolgado, acho que para ele já era o suficiente. Agradeceu meio tímido e continou a contar história e cantar outros números.

No final, recebeu aplausos sóbrios, talvez como ele desejasse. Sem nenhuma pose de pop star, acompanhou em pé a saída do público. Abaixo, você ouve as duas músicas que citei acima:

[splashcast ZBXG9669LR]

E em SpinvisTV, vários clips do meu músico holandês favorito, incluindo o de Wespen op de appeltaart, um dos singles do novo álbum.

Surpresinhas de uma sexta-feira 13

Querido diário,

Nesta sexta-feira 13, levantei na hora que o despertador tocou e saí de casa com o que os holandeses chamam de “ochtendhumeur”, ou seja, meu humor matutino não era lá dos melhores. E ainda nem imaginava o que a noite me prometia.

Montei na bici, coloquei música e me animei um pouquinho. Pedalei por dentro do parque, onde as pessoas que pedalam no sentido contrário estão mais abertas e, de vez em quando, até esboçam um leve sorriso de bom dia.

Anjinhas no meu caminho?
Desci o pequeno túnel sentido Estação Central e, como sempre, reduzi a marcha para facilitar na hora de subir a ponte que atravessaria a seguir.

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