Posts Taggedsociedade

Com hora para fechar

Situação 1
Estou dentro de uma grande loja de departamentos. Nas mãos, algumas peças de roupa para experimentar. Continuo escolhendo peças. Abruptamente, uma das vendedoras se aproxima e toma as roupas da minha mão.

- Nós vamos fechar, diz a vendedora
- Mas eu vou levar essas peças, arrisco dizer, olhando para as peças que já estão nas mãos dela.
- Volte amanhã! – respondeu ela, resoluta.

(mais…)

5 comments 05 - 11 - 2007

O progresso e o protesto

A estação de trem e metrô Sloterdijk, em Amsterdã fica numa área rodeada por prédios modernos. A maioria deles funciona como escritório. Em volta da estação está a Carrascoplein.

carrascoplein

Os urbanistas que receberam a tarefa de transformar a área repleta de viadutos em monumento não conseguiram imaginar um local onde a natureza pudesse coabitar com o progresso. Plantaram ali troncos de árvores de metal.

(mais…)

3 comments 31 - 10 - 2007

Com hora para acabar

Diversos convites de festas para as quais fui convidada em Amsterdã traziam a hora em que os convidados deveriam chegar e também até que hora eles poderiam por lá permanecer.

Nos locais em que não é comum haver festas, como, por exemplo, um museu ou um prédio histórico, é necessária também uma autorização da prefeitura.

Uma amiga holandesa esclareceu que normalmente, o fim da celebração tem a ver com a tolerância dos vizinhos para com o barulho, que juntos estabelecem o horário de silêncio.

Caso os festeiros não respeitem a regra, os vizinhos podem se queixar oficialmente. Três queixas significa o fechamento da casa.

E este é o motivo pelo qual, pouco antes do horário fixado, os convidados vão se retirando voluntariamente e a organização começa a dar provas sutis – como varrer o ambiente ou não servir mais bebidas- para que aqueles que ainda festejam notem que é hora de se retirar.

3 comments 23 - 10 - 2007

A obesidade, a fome e a imigração

A VPRO (emisora de TV holandesa) exibiu, em maio, o documentário Vette Honger, que trata da interdependência entre a obesidade e a fome e que, num mundo globalizado, inclui a imigração.

Vette HongerPartiu-se da estimativa de que em 2007 mais gente vai morrer pelo excesso (um bilhão) do que pela falta de comida (820 milhões de pessoas).

A população engordou e 41% dos moradores dos Países Baixos estão acima do peso. Este número é tão alarmante quanto o de que 35% dos produtos alimentícios são jogados fora.

Há 30 anos se produz mais do que se consome no mundo todo. Por dia, são produzidas 2770 calorias para cada pessoa que habita no globo terrestre. No entanto, a fome ainda não foi extinta do nosso planeta.

(mais…)

5 comments 16 - 10 - 2007

Aventuras de uma matuta

Logo que me mudei para cá, tive a oportunidade de conhecer Kinha Costa. Na ocasião, ela me presenteou com seu livro “Impressões de uma Matuta – aventuras brasileiras nos países baixos”.

Matuta porque Kinha nasceu como Francisca Soares da Costa em Serra da Formiga, vilarejo no Rio Grande do Norte. Ela “deu certo” do outro lado do oceano, como ela própria conta.

Impressões de uma matutaDevorei o livrinho de uma “pegada” só, tamanha curiosidade e paixão pelo jeito dela escrever, crônicas hilárias e poéticas, ilustradas por Carlos Duba.

De forma bem humorada e crítica, ela conta passagens da própria vida; como se apaixonou pelas bicicletas, pelos dropjes, seu amor por Amsterdam, e é claro, pelo holandês com o qual está casada.

O livro também é um diário público, oportunidade de conhecer alguns personagens brasileiros que vivem nas terras baixas e são retratados através das lentes da autora.

(mais…)

2 comments 14 - 10 - 2007

Tão antigo quanto imigrar por amor

S. nasceu na Finlândia. Tem 82 anos e vive na Holanda desde 1949. Na escola, depois da II Guerra Mundial, incentivava-se a troca de correspondência com estrangeiros. E foi trocando cartas em alemão que S. conheceu o seu (já falecido) marido, um holandês.

Tempos depois, o holandês visitou-a na Finlândia, a finlandesa visitou-o na Holanda. Casaram-se. Constituíram família.

Dos cinco filhos do casal, três seguiram o exemplo da mãe. O amor os levou para diferentes continentes. O mais velho é casado com uma estadunidense, uma das filhas com um moçambicano e o caçula com uma brasileira.

(mais…)

3 comments 08 - 10 - 2007

Para quê serve a idade?

Fatima abriu a porta de sua casa com um sorriso no rosto, como se já nos conhecesse a anos, embora tenhamos acabado de nos apresentar. Guardou nossas jaquetas, pediu para que tirássemos os sapatos e nos encaminhou para a sala de estar.

O iftar
Dentro de instantes, seria servido o iftar, o jantar diário após um dia de jejum para os muçulmanos durante o período do ramadã.

Esbanjando jovialidade, sem véu na cabeça e um holandês perfeito, Fatima disse que estavam terminando de preparar a refeição. Na cozinha, outras duas mulheres e o marido dela a ajudavam. O filho do casal estava no quarto, ocupado com o video game.

A mesinha de centro foi se enchendo de quitutes. A dona da casa, filha de marroquinos e nascida na Holanda, explicou-nos do que era feito e como se chamava cada um deles, bem como a ordem que costumam comer: “quebramos o jejum com uma tâmara. Em seguida, bebemos um suco e depois tomamos a harira, típica sopa marroquina, acompanhada dos mais diversos petiscos, doces ou salgados”.

A avó
Tivemos a presença especial da avó de Fatima que, pela primeira vez, veio passar férias e visitar a filha que mora há 36 anos na Holanda. A mulher, de aparência serena, preparou os doces mais especiais do iftar.

(mais…)

1 comment 07 - 10 - 2007

A casa da menina do diário

“Hei de publicar um livro depois da guerra com o título O esconderijo secreto. Se serei ou não bem sucedida, não se pode prever, mas o meu diário me servirá de base”.
Anne Frank

Talvez o diário dela, traduzido para 67 idiomas, seja um dos mais lidos no mundo. E o esconderijo seja um dos pontos turísticos mais visitados de Amsterdã. Faça chuva ou faça sol, verão ou inverno, sempre há filas de pessoas para conhecer o local em que a guria viveu com sua família antes de ser levada para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, e falecer de febre tifóide no campo de concentração, em Bergen-Belsen, na Alemanha, aos 15 anos.

Pode causar uma sensação estranha visitar uma casa que ‘vivenciou’ tanto sofrimento. Logo na primeira sala há uma maquete, com uma réplica em miniatura dos móveis, já que estes também foram levados pelos nazistas quando os Frank, os Pels e Fritz Pfeffer, que ali viviam de maneira clandestina, foram delatados.

Difícil não entrar naquele lugar sem se arrepiar. Em todos os cômodos há passagens do diário, o que comprova a história e nos faz pensar nos horrores de guerra, de ontem e de hoje. E esse é também um dos objetivos da Fundação Anne Frank: “promover a tolerância e o respeito mútuo na sociedade”.

***

Para visitação, há um guia da casa em português. Na loja (física ou virtual), também é possível encontrar o livro Anne Frank, uma história para hoje em português do Brasil. Em português de Portugal podem ser encontrados o Diário da Anne Frank e Anne Frank, uma vida, uma biografia para crianças em português de Portugal.

Pela internet, e pagando €0,50 extra, é possível comprar os ingressos com antecedência, com data e hora marcada.

No ano passado, a Fundação Anne Frank trouxe uma mostra com cartas inéditas. Aqui há cópias e áudios delas em português.

1 comment 20 - 09 - 2007

NEE/NEE-sticker

Anualmente, cada moradia recebe 34 quilos de propaganda não solicitada na caixa de correio na Holanda, segundo Milieu Centraal.

Aqui em casa, por exemplo, a maioria desses panfletos ia para o lixo de reciclagem de papéis sem sequer serem vistos.

NEE/NEE-stickerDe maneira exagerada, posso dizer que esta montanha de propaganda indesejada causava enojamento e dor de cabeça toda vez que abria a caixa de correio.

Finalmente esse ‘problema’ acabou. Agora temos um “NEE/NEE-sticker” na nossa caixa de correio.

Um adesivo “NÃO/NÃO” significa que você não quer receber propagandas nem jornais locais gratuitos.

Há também o “NEE/JA sticker”, ‘NÃO para panfletos que vendem todo tipo de mercadoria e SIM para os jornais locais.

Como uma espécie de ritual de libertação, namorado e eu fomos juntos até a prefeitura buscar tal adesivo. Em menos de um minuto o tínhamos em mãos. Em seguida, o colamos em nossa caixa de correio. Pronto!

O NEE/NEE-sticker pode ser retirado gratuitamente na sede da prefeitura ou pedido via telefone através do número 0900-202.5095 (0,25€ por minuto).

ps: a Milieu Centraal é uma organização holandesa que procura informar os consumidores no país sobre práticas relacionadas ao meio ambiente.

6 comments 25 - 08 - 2007

Topless: porque sim? Porque não?

Nas praias holandesas, uma coisa que me surpreende positivamente é a liberdade de fazer topless. Seios de todos os tamanhos, formas ou idade andam descobertos. Sem o top, as mulheres jogam futebol na areia com os filhos, frescobol com o namorado ou andam tranqüilamente pela areia, o que dá uma certa igualdade entre os sexos.

praia

Andar sem o top é permitido e encarado com muita naturalidade na Holanda. Pelo que pude observar, não existe assédio masculino ou qualquer ameaça à mulher que o faça.

(mais…)

8 comments 06 - 08 - 2007

Previous Posts


Tags

alimentação amigos Amsterdã animal de estimação Aprender holandês artes plásticas bicicleta Brazilië capoeira cinema consumo cultura economia Estação Central experiência pessoal foto Hilversum história Holanda II guerra mundial Imigração livros meio ambiente Ministério holandês das Relações Exteriores mulher multicultural música notícias Oerol outono pop saudades saúde Sinterklaas sociedade teatro televisão Terschelling trabalho trem turismo twitter typisch Braziliaans Verhagen Tweetup verão

batateira no twitter

comentários recentes

Lilian em Topless: porque sim? Porque…
Bailandesa em Amsterdã é como uma vila…
Bailandesa em (Verhagen_Tweetup#5) Te vejo n…
Rolf Oversier em a batateira

Feito na Holanda

Hecho en Holanda

In het Nederlands

Made in The Netherlands

Tips about Brazil

Mais lidos

links mais clicados

Postado em:

Dezembro 2009
S T Q Q S S D
« Nov    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Arquivos

Quem?

Meta