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Archive for fevereiro \25\UTC 2007

Florzinhas, borboletas & solidariedade

Uma mochila nas costas, outra na frente e um berimbau na mão esquerda. Montei na bicicleta rumo ao treino de capoeira, uns 20 minutos pedalando.

Estava toda orgulhosa de estar carregada. Parecia até uma daquelas holandesas charmosas que levam um cesto com compras na frente, uma bolsa no ombro, seguram a sombrinha (chove tanto por aqui!) e se o telefone tocar, são capazes de atender sem ter de parar a bicicleta.

bicicleta.jpgJá estava muito perto do meu destino quando percebi que o zíper da bolsa de trás estava se abrindo. Quando parei no farol seguinte, o zíper se abriu completamente. O pandeiro e tamborim caíram com estrondo nada carnavalesco.

Duas mulheres, que estavam conversando na calçada ao lado me ajudaram. Colocaram os instrumentos de volta na mochila e fecharam-na. Agradeci-as, esperei o farol ficar verde e segui meu caminho.

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Penalidades

Duas notinhas do nrc.next (jornal de Roterdã, filho do NRC) de 23.2.2007:

1. Em Internacional
Egito sentencia pela primeria vez um blogger: quatro anos de prisão
Alexandria – Um blogger egípcio recebeu ontem a pena de quatro anos de prisão, três por ofensa e incitação ao islamismo e mais um ano por ofender o presidente Hosni Mubarak em seu webblog. Abdul Karim Nabil (22), um estudante de direito da Universidade de Al-Azhar, é o primeiro blogger no Egito sentenciado por causa do seu diário virtual. Ele foi preso em novembro do ano passado.

2. Em Holanda
118 dias de prisão por ameaçar premier
Amsterdã – O tribunal de Amsterdã condenou ontem Jeroen de K. a 118 dias de prisão por incitação e ameaça ao primeiro ministro Jan Peter Balkenende. A pena é igual ao período que o homem já esteve preso. Além disso, K. deve cumprir liberdade condicional por mais seis meses. Entre outras coisas, o homem escreveu em http://www.verkienzingen.nl: “Ainda que em princípio isso seja desaprovado, a pena de morte a Jan Peter Balkenende talvez seja uma decisão acertada”. Segundo K., o premier é um “criminoso de guerra” pela participação da Holanda na guerra no Iraque.

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Sinais de fumaça

Quando morava no Brasil, nunca tive a oportunidade (ou a curiosidade) de me aprofundar na cultura dos povos indígenas que vivem e viviam no Brasil muito antes de os portugueses, espanhóis, holandeses ou ingleses invadirem o continente.

rooksignalen.jpegIronicamente, acabei de ler meu primeiro livro em holandês. Ineke Holtwijk, uma jornalista que foi correspondente na América Latina para o Volkskrant (o jornal do povo, de Amsterdã) por cerca de 15 anos, tendo como base a cidade do Rio de Janeiro, é a autora de Rooksignalen (sinais de fumaça).

Ineke inicia o livro-reportagem de maneira despretensiosa. Ela conta que viu uma fotografia do primeiro contato com um indígena em O Estado de São Paulo.

Por intermédio de um conhecido, Ineke entra em contato com um sertanista da Funai e junto com ele viaja de Vilhena (Rondônia) para algumas reservas indígenas do Estado. Lá vivem dois povos recém contatados: um pequeno grupo de Kanoê e outro de Akuntsu.

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Cadê o Snarf?

Esta aconteceu faz tempo, mas como não tinha blog antes, coloco agora. Dá para entender um pouco do que o nosso bichano faz quando não está trabalhando, atrás dos ratinhos de Amsterdam:

Tudo para ser um domingo tranqüilo. Dia de dormir bastante, levanto da cama só para ir ao banheiro, com planos de acordar só no início da tarde. Engraçado que Snarf não acordou. Esquecemos a janela da sala aberta. “Será que o gato pulou?”, penso enquanto calculo a altura do primeiro andar para a calçada, pelo menos uns três metros.

    Snarf vai pular

Volto pro quarto e dou a notícia pro namorado, já me vestindo pra ir atrás do bichano. Snarf não atravessou o oceano pra passar menos de três meses aqui.

Nosso gato não estava esborrachado no chão, sobreviveu à queda e apenas sumiu. Apenas sumiu??? Quem tem um animal de estimação sabe a gravidade desta afirmação.

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Neve!!!

Para mim, neve é especial, não importa os contratempos que ela causa. Ontem nevou a tarde toda. Da janela do prédio onde eu trabalho via ela caindo e esbranquecendo árvores e carros.

E por aqui caminhei ontem, após o trabalho:

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Os contratempos…
Bem, desta vez não tive problemas para voltar para casa, não nevou tanto assim. No início de 2005 vi neve pela primeira vez. Um amigo holandês não entende porquê a NS (a companhia de trem holandesa) fica maluca com um pouquinho de neve se na Rússia neva muito mais e a vida continua.

Para se ter uma idéia, neste dia de muita neve de 2005, cheguei na estação de trem em Amsterdã por volta das 7 horas da manhã e só desci do trem em Hilversum, onde trabalho, 3 horas depois – em um percurso que normalmente dura meia hora!

Nestas situações, não apenas a NS, mas os passageiros perdem a paciência e tornam-se protagonistas de cenas bizarras:
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Morar em Amsterdã é…

Que Amsterdã é muito bonita chega a ser redundante. Pode se ver nos olhos de quem mora aqui, em especial os estrangeiros, que a capital dos Países Baixos é um dos melhores lugares no país para se viver.

Uma das mais populosas cidades da Holanda, com cerca de 750 mil habitantes, parece muito pequena quando se mora no centro, em especial pelo número de pessoas que andam, de um lado para o outro, a maioria turistas.

Morar fora do centro é conhecer os verdadeiros moradores de Amsterdã. Enquanto no centro as ruas são abarrotadas de lojas e de turistas, em alguns bairros pode se desfrutar realmente uma atmosfera de vila, com crianças brincando na rua e vizinhos conversando nas sacadas quando se tem sol. Mas morar em Amsterdã, também significa conviver com alguns inconvenientes.

Morar em Amsterdã é…

Snarf em ação

Ter ratos em casa:
Grande parte dos moradores de Amsterdã tem um gato de estimação. Os amsterdameses são emocionais a ponto de ligar pro bombeiro quando um gato fica preso em cima de uma árvore.

Ter um gato é também muito prático; a cidade está cheia de ratos. Quem mora perto dos canais que o diga! Pede-se pra não alimentar as aves porque os ratos também se alimentam.

E tem sempre alguém contando histórias de encontrar ratos nos lugares mais absurdos. Uma colombiana contou que um dia estava no McDonalds da Kalverstraat e viu um rato dentro da loja. Apavorada, foi conversar com o gerente, que falou: “sim, é verdade, nós temos ratos. Você quer um lanche, por cortesia da casa?”
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Na Holanda todo mundo fala holandês

gesprek.png“In Nederland spreekt iedereen Nederlands”
Numa das primeiras aulas de holandês, esta frase estava lá no livro didático. A professora, uma senhora conservadora, muito enérgica e engraçada, riu da frase “na Holanda todo mundo fala holandês” e explicou que “isto não é verdade”. Em seguida, discorreu sobre toda a história da imigração turca e marroquina, a dificuldade que estes imigrantes têm em se integrar à vida na Holanda. E esta é uma enorme discussão por aqui…
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