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No meio do caminho tinha um dique

28 - 05 - 2007

Quanto mais tempo moro nesse país, mais entendo a importância das construções.

O Afsluitdijk, por exemplo, que liga a província de Holanda do Norte com a de Frísia. Ele faz parte do caminho para a casa dos pais do namorado.

monumentoA primeira vez que por ali passei, o namorado ficou chateado porque estava nublado e eu não podia ver direito a imensidão de água que nos cercava.

Na vez seguinte, o tempo estava melhor. Olhei. Avistei o horizonte. De um lado, água. Do outro, mais água!

Me perguntei o que tornava aquele dique, de 32 quilômetros, especial. Só o fato de uma estrada ter sido construída em cima dele? A ciclovia também não me causou espanto. Afinal, holandês vai para todos os lados de bicicleta.

O que tem demais? Os holandeses são especialistas em barrar o mar, drenar a água e conquistar mais terra. Utilizar essa tecnologia para também construir uma estrada começou a fazer mais sentido para mim.

Na penúltima vez que passamos por lá, pedi para pararmos no monumento que fica no meio do dique. Dessa vez estávamos voltando de Schiermonnikoog, a ilha mais ao norte da Holanda – e pouco mais longe do que nosso destino habitual.

Atravessamos a ponte, descemos a escada e entramos no café. Parece que o tempo parou por ali. Minha memória visual não é muito boa, mas me lembro de artigos de jornal amarelados, que narravam a construção do dique.

Subimos no mirante e dali vê se a grandiosidade da obra, que ficou pronta há 75 anos, em 28 de maio de 1932. Mas o que mais me chamou a atenção foi esse monumento (foto), para lembrar os responsáveis pela execução dos planos do engenheiro Cornelis Lely.

Planos que, agora, precisam ser readaptados. Afinal, o nível do mar anda subindo. Li, nesse artigo, que as obras vão começar em breve, para torná-lo capaz de resistir por outros 75 anos…

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  1. 29 - 05 - 2007 às 12:33 pm

    Dani, passei por lá e apesar de não me chamar a atenção pela beleza, admirei o tamanho e a força da construção. É realmente um símbolo de vitória.
    bjs

  2. Carolina
    29 - 05 - 2007 às 5:44 pm

    esse seu comentário sobre os trabalhadores me fez lembrar um poema de Bertold Brecht, onde os trabalhadores nunca são mencionados na história… se este dique-estrada fosse construído em São Paulo, talvez tivesse uma placa de 32 quilômetros lembrando que foi “maluf quem fez”… bleah!

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