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A lista dos nomes

31 - 05 - 2007

Moussa Ayan, um político do PvDA de Haarlem (ao lado de Amsterdã) iniciou uma ação contra o governo marroquino por causa do uso de uma lista de nomes árabes para o registro de crianças na Holanda.

Na Holanda a comunidade marroquina é populosa. Mas não sabia que o governo marroquino tinha esse tipo de influência.

Moussa blogTudo começou em abril, quando o filho dele nasceu. Alegre, como todo pai deve estar nessas horas, foi registrar a criança e recebeu um conselho do ‘moço do cartório’:

“Zacaria não se escreve com C, mas com K, de acordo com a lista de nomes de origem marroquina. Se o senhor não escolher um nome dessa lista, o senhor pode ter problemas com o governo do seu país”.

“Não é que os pais sejam forçados a dar um dos nomes da lista para as crianças. Podem dar ao filho o nome de Kees. Mas se, em seguida, eles se dirigirem ao consulado marroquino, é possível que lá seja negado o direito de registrar o Kees”, explicou o presidente da Associação Holandesa de Negócios dos Cidadãos.

Moussa deu ao menino o nome de Zacaria, mas ficou irado porque na lista de nomes apresentada pelo governo marroquino para crianças que nascem na Holanda só constam nomes islâmicos e não bérberes ou cristãos, que também são etnias/crenças que existem no Marrocos. Por isso ele iniciou a ação contra o governo marroquino.

Como quase todo mundo, ele também tem um blog. Postou sua opinião sobre o assunto e as pessoas começaram a chamá-lo de racista, mentiroso, de ter ódio ao islão…

Moussa diz que quer apenas que as pessoas sejam livres para escolher o nome dos próprios filhos. Conseguiu juntar umas 300 assinaturas e disse que segue lutando por isso. Mas as reações foram tão extremas que no último final de semana ele tirou o blog do ar e, no lugar, postou o primeiro artigo da constituição holandesa, que fala sobre a igualdade e que a discriminação não é permitida.

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ps: PvDA = Partido trabalhista, social-democrata e que está na coalizão de governo, junto com o CDA (cristão-democrata) e o CU (União Cristã)

fontes: Wereldomroep e Allochtonenweblog

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  1. 01 - 06 - 2007 às 12:35 pm

    Intolerância e cerceamento à liberdade de qualquer forma são inaceitáveis. Nunca imaginaria que até em relação a escolha nomes veríamos esse tipo de coisa.
    bj

  2. 01 - 06 - 2007 às 4:09 pm

    No he seguido la noticia, pero si entiendo bien, un marroquí no puede optar por el nombre original, tal como figura en los registros de sus países y, en consecuencia, quedar excluido de su derechos nacionales… De ser así, me pregunto cuál es la dificultad para Holanda de adoptar esos nombres. Recordemos que aquí los nombre se escriben según como le plazca al padre. Tenemos, por ejemplo, Yolanda o Jolanda… Pienso que, de todas formas, el gobierno marroquí es demasiado estricto. ¡Un nombre mal escrito no puede conducir a la negación de la ciudadanía!

  3. 27 - 06 - 2007 às 1:57 pm

    Nossa até com nome estão implicando. Concordo com a Clarissa. Liberdade antes de qualquer coisa!!

    Bjo!

  4. Brener
    07 - 02 - 2008 às 9:02 pm

    Eu gostei e recomendei para uma amiga esse site.

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