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Na condição de voluntária

23 - 06 - 2008

Trabalhar voluntariamente num festival cultural holandês pode ser bastante vantajoso.

No caso do Oerol, por exemplo, os voluntários têm garantidas a área da barraca num dos campings, saborosas refeições nos dias em que trabalham e a entrada gratuita no espaço mais importante do evento. Além disso, 50% de desconto em todas as apresentações e no aluguel de uma bicicleta.

É claro que há exigências. Precisava-se dispor a trabalhar pelo menos seis horas por pelo menos cinco dos dez dias do festival. Na minha opinião, no entanto, além das vantagens acima, a condição de voluntária nos oferece outras oportunidades::

– Se no dia-a-dia temos pouca oportunidade de usar o holandês, trabalhar em festivais culturais nos proporciona falar nesse idioma com os nossos colegas voluntários e com a maioria do público.

– Nas pausas, horários de almoço ou jantar, aproveita-se para conhecer gente. A maioria dos voluntários está bastante aberto ao diálogo. De repente pode-se descobrir uma pessoa interessante, uma nova amizade ou até ampliar a rede de conhecidos para encontrar novo trabalho. Na pior das hipóteses, é possível ser cumprimentada e reconhecida na rua por mais pessoas do que o normal durante o festival.

– Em um festival numa cidade que não é a sua, é possível encarar o trabalho voluntário como férias: dar duro um pouquinho, participar do festival e fazer um pouco de turismo. É preciso ter disciplina e cumprir os horários, mas é você quem decide quantos dias e em qual turno prefere trabalhar. Os coordenadores são bastante profissionais, alguns bem exigentes. No entanto, não existe o clima de stress ou competição que suponho existir na maioria dos empregos assalariados.

Duas curiosidades:

– Muitos dos meus colegas de bilheteria são voluntários profissionais, que também trabalham de graça para o International Rotterdam Film Festival ou o De Parade, por exemplo. M, que é irmã de N e também estava no Oerol, me confirmou: “visito muitos festivais e é comum encontrar os mesmos vendedores de ingressos”.

– Ao que me consta, eu era a única estrangeira trabalhando na bilheteria do festival. A maioria nem se importava com esse fato, um ou outro comentava que eu tenho sotaque e apenas uma voluntária e uma cliente tiveram aquele comportamento de ouvir meu holandês e responder em inglês.

  1. 24 - 06 - 2008 às 4:09 am

    “Se no dia-a-dia temos pouca oportunidade de usar o holandês”
    isso é uma coisa muito louca pra mim. afinal, você está na Holanda… mas bem que eu te disse que tudo aí seria ao contrário. começava com aquela história de subir a serra pra ir pra praia…

  2. 24 - 06 - 2008 às 5:31 pm

    É, concordo com o Rafa, sinistro mesmo isso de vc não usar muito holandês aí.

    Espero que, quando eu sair do país (Índia ou onde for) eu tenha oportunidade de usar/aprender outros idiomas.

    Por fim, parece bem legal isso que você fez. Vai ter mais posts sobre o evento em si?

    :**

  3. 25 - 06 - 2008 às 6:08 pm

    Acontece, Fer e Rafa, que eu tenho um trabalho no qual, além de usar o português, passo a maior parte do tempo atrás do computador. E no festival tive a oportunidade de, diariamente e por seis horas seguidas, falar em holandês, com gente vinda de diversas partes do país, diversos sotaques, gírias, maneiras de pensar etc etc etc…
    beijos,

  4. Frank
    06 - 07 - 2008 às 3:19 pm

    Me parece bem engraçada a situação!
    Mas de verdade sou louco de coração para visitar a Holanda, Tive uma namorada que mora em Amsterdan, é muito linda e louca!!!
    Quantas maravilhas não devem existir neste lindo e louco país!!!

  1. 10 - 07 - 2008 às 6:35 pm
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