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Porque em inglês?

04 - 12 - 2008

Karien e eu estavamos sentadas no bar do Café Americain. Um casal se aproxima e a mulher, dirigindo-se a Karien, pergunta, em inglês, se a banqueta ao lado dela está ocupada. Educadamente, Karien responde em inglês que o lugar está livre e o casal senta-se ao nosso lado.

“Turistas”, comenta em seguida a minha amiga 100% holandesa. “Eles nem perguntam se eu falo ou não o idioma deles, vão logo perguntando o que querem em inglês. Será que se eu falar em holandês na Inglaterra eles também vão me atender?”

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  1. 05 - 12 - 2008 às 12:46 am

    Post interessante sobre um assunto interessante. Fiquei pensando…

    A sua amiga tem a sua razão, mas…

    …mas por outro lado, eu estou fazendo um esforço realmente grande pra aprender holandês, e fico profundamente frustrado quando começo a falar em holandês e recebo a resposta em inglês. A pessoa nem pergunta se eu sequer falo inglês ou não, ele apenas me responde direto, sendo que eu comecei a falar em holandês.

    …outras vezes, eu chego pra pedir algo e o atendente olha pra mim, pra minha mochila e decide, imediatamente que eu sou um turista, e fala em inglês comigo antes mesmo de eu abrir a boca. Se eu respondo em holandês – sem efeito. Continua no inglês.

    Será que se um holandês fosse pra Inglaterra e falasse em inglês, e ouvisse a resposta em holandês, uma, duas, três vezes, sendo recebido em holandês várias vezes mesmo antes de sequer abrir a boca, ele também não passaria a pedir as coisas direto em holandês?

    …por outro lado ainda, o inglês não é mais somente “a língua da Inglaterra e EUA”. O inglês é, de fato, a língua franca do mundo. Se duas pessoas que não se conhecem, mas acham que há uma probabilidade enorma da outra não ter a mesma língua materna que a sua, como no caso de um turista em um país estrangeiro, a melhor chance pra iniciar uma comunicação é falar em inglês, mesmo. Isso não significa necessariamente um desprezo pela língua local ou do outro, mas simplesmente um desejo prático de comunicação imediata e rápida. “Posso usar a cadeira?” “Pode.” Se a reação for “hã?” em vez de “pode”, aí vamos desenvolver métodos alternativos, mímica, sei lá.

    Mas como eu disse, a sua amiga tem a sua razão, pois teria sido mais polido pedir permissão pra falar outra língua antes, claro. Hm, há muitos lados nesta questão, e ela me interessa bastante, por isso acho q fiz um comentário grande demais, desculpe. Me empolguei 🙂

    Sds

  2. 05 - 12 - 2008 às 4:17 pm

    Achei o comentário dela bastante tolo. Quando você está em um país e não conhece o idioma local, o que faz é tentar um “universal”. E hoje o inglês cumpre esse papel.

    É como eu chegar na Holanda e perguntar “Você fala português?” – a chance de ficar “no vácuo” é de, sei lá, 99%.

    Agora, ela está advogando que, pra visitar outro país, você obrigatoriamente deveria saber o idioma de lá? É isso?

    :*** Dani

  3. theo
    07 - 12 - 2008 às 5:16 pm

    no começo da vida aqui na holanda eu também me comportava assim – começava no inglês direto e seguia.

    agora, pelo menos, pergunto – amigos holandeses disseram ser mais educado. difícil é quando a pessoa vira e fala: pode falar inglês e eu te respondo em holandês… a cabeça não processa a confusão 🙂

  4. 05 - 02 - 2009 às 5:45 pm

    silly

  5. Anonimo
    28 - 03 - 2009 às 1:12 am

    Fala em holandes com seu cachorrro, será q ele vai enteder?tola

  1. 12 - 12 - 2008 às 4:10 pm
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