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Turismo para ‘diehards’

09 - 06 - 2009

Em seis de junho as obras do metrô em Amsterdã estavam abertas para visitação. Era possível ver as escavações dos buracos espalhados pelos nove 9,7 quilômetros que, segundo a previsão, devem unir a cidade de norte a sul a partir de 2017.

Tirando o fato de que a obra está estimada em 3,1 milhões de euros e de que diversos moradores se mudaram dos arredores de uma das estações porque os prédios deles afundaram alguns centímetros, quem é que se interessa em visitar uma estação de metrô inacabada?

25 mil pessoas, segundo o Trouw. Apenas na estação Vijzelstraat havia uma fila cujo tempo de espera variava entre 45 minutos a uma hora.

Enquanto aguardávamos, Bart me disse nunca perder a oportunidade de ver a cidade por baixo. “Uma vez estive num barquinho minúsculo embaixo do Nieuwmarkt“, contou. Naquela ocasião histórica o amigo pôde navegar com fones de ouvido, cuja gravação explicava como era a cidade no século dezesseis. Mas o que se vê no poço de uma construção?

“Não tem nada para ver, mas um engenheiro está a disposição para responder todas as perguntas”, respondeu uma senhora que havia acabado de sair do buraco.

E lá fomos nós, ouvir o que o moço tinha pra falar…

Vijzelstraat

Lá chegando o jovenzinho respondia realmente todas as questões do público. Já esqueci a maioria dos detalhes técnicos, lembro-me apenas que a profundidade em que estávamos não era nem a metade do que ainda precisa ser cavado. Antes da perfuração, no entanto, será necessário congelar o lençol freático que fica acima do local onde será construída a linha do metrô. Com toda essa tecnologia, a comissão que aconselha a continuação da obra espera conquistar fama internacional.

“E você acha que turista vem pra Amsterdã pra visitar estação de metrô, com tanta coisa bonita do lado de cima?”, me perguntou um senhor que mora perto da construção.

  1. 10 - 06 - 2009 às 6:14 pm

    Esse é pra diehards mesmo! Aliás essa obra é pra diehards, toch?!

    saudades

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