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Posts Tagged ‘amigos’

Amsterdã é como uma vila…

Será que ela entendeu minha conversa?

cafesQuarta-feira, 10 horas da manhã. Estou sentada em um café no centro de Amsterdã. Tomo um café com leite, acompanhado de um croissant. Caderninho de anotações, lápis e telefone celular sob a pequena mesa redonda. Trabalho no meu projeto de conclusão de curso. Na mesa ao lado, duas senhoras conversam animadamente em holandês.

A única entrevista que fiz até agora estava incompleta, segundo a minha orientadora. Ligo para a entrevistada para marcar o próximo encontro. Ela é brasileira e, naturalmente, falo ao telefone em português. Depois do bate-papo telefônico, volto para as anotações.

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(meme) Dá-lhe di Stefano!

‘Ken je Di Stefano?’ (Você conhece o Di Stefano?)

Me perguntou uma vez, um dos técnicos de som com quem trabalho na rádio. A pergunta tem a ver com o meu sobrenome.

Até mesmo o técnico não sabia muito do jogador; sabia apenas que ele o admirava pelo bom futebol que jogava. Não sabia, por exemplo, de qual país ele era ou para qual time tinha jogado. E entãogugolou para ter mais informações.

E claro, como não conheço nada nem ninguém no mundo desse esporte, não tinha a menor idéia de que o portenho, nascido em 4 de julho de 1926, batia mais bola do que o Pelé. Ao menos nas palavras do também argentino Diego Maradona.

Talvez esse seja o Stefano mais famoso que possa ser encontrado via internet. Num ego-surf em busca de famosos com meu sobrenome, encontrei também um Joseph Stefano, roteirista de filmes de suspense e amigo do Alfred Hitchcok, além de encontrar CDs à venda de um tenor chamado Giuseppe di Stefano.

O meu colega de redação, em Hilversum, e ‘blogueiro pneumático‘ me convocou para um ‘meme’ que consistia em procurar pessoas famosas que tivessem o mesmo sobrenome que eu na internet . Talvez o também argentino que, como eu, vive na Holanda, possa confirmar se Alfredo di Stefano realmente era um astro do futebol.

Bom considerei apenas o Stefano como sobrenome, já que Stefano é na verdade nome bastante comum.

Por hora, a única coisa que posso fazer é ficar livre do meme. Como? Passando a bola para outros blogueiros: Lisa piscou para mim, Fernando Trevisan, Trovi, Peripécias de uma bailandesa e Christianovyc Pyanowinski

Verão e espontaneidade

A vida por aqui pode ser tão simples e tranqüila no verão. Parece que a maioria dos amsterdameses prefere estar do lado de fora, curtindo as temperaturas mais amenas e o sol, quando o astro aparece.

As pessoas com quem convivo em Amsterdã, por exemplo, gostam de passar uma tarde no parque ou na praia.

Acredito que o fato de o bom tempo durar poucos dias (ou mesmo horas) faz com que ninguém se preocupe muito com a agenda: de um dia para o outro marca-se uma verdadeira festa.

piqueniquePiquenique no parque
De maneira espontânea, sem nenhuma pressão ou dever de contribuir, cada um leva uma comidinha ou bebida, forram-se panos na grama e pronto!

Há também quem faça churrascos no parque ou levem lanches, frutas, tomates, queijos, vinho (branco ou rosé), cerveja etc para passar o dia na praia!

Tão bom…

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Surpresinhas de uma sexta-feira 13

Querido diário,

Nesta sexta-feira 13, levantei na hora que o despertador tocou e saí de casa com o que os holandeses chamam de “ochtendhumeur”, ou seja, meu humor matutino não era lá dos melhores. E ainda nem imaginava o que a noite me prometia.

Montei na bici, coloquei música e me animei um pouquinho. Pedalei por dentro do parque, onde as pessoas que pedalam no sentido contrário estão mais abertas e, de vez em quando, até esboçam um leve sorriso de bom dia.

Anjinhas no meu caminho?
Desci o pequeno túnel sentido Estação Central e, como sempre, reduzi a marcha para facilitar na hora de subir a ponte que atravessaria a seguir.

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Três beijinhos ou um aperto de mão?

Ao ser apresentada para alguém, indiferente de ser um holandês ou uma holandesa, a reação é quase sempre a mesma: a pessoa estende o braço para o aperto de mão. No início, acostumada com os três beijinhos do “prazer em conhecer” paulista, meu rosto ficava no ar.

Aos poucos, percebi que quando essa pessoa te conhece melhor, o braço não limita mais a distância e o cumprimento torna-se três beijinhos.

Eu até entendo a lógica da distância, que à primeira vista, parece frieza, mas que agora, entendo melhor. Como é que eu vou te beijar, se eu nem te conheço? No entanto, eu ainda não compreendo o limite da barreira do “eu te conheço direito”.

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