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Posts Tagged ‘bicicleta’

Saudades do que ficou distante

06 - 04 - 2013 Comentários desligados

Era tão bom encontrar uma cadeirinha motorizada no corredor do prédio em que morava para permitir que o vizinho, portador de múltipla esclerose, pudesse descer as escadas de maneira independente. O seu Canta também fica estacionado em frente ao portão do prédio e assim, mesmo tendo uma deficiência física, pode se movimentar pela cidade e ter a facilidade de estacionar o pequeno carrinho onde for necessário.

Também curtia muito a minha mobilidade, podendo pedalar por toda a cidade, usufruindo da infra-estrutura especialmente preparada para ciclistas. Das temperaturas amenas e da cidade plana, fatores que contribuem para a utilização do veículo não poluente como meio de transporte de grande parte da população.

Ando sentindo falta dos supermercados de produtos orgânicos, ecológicos e naturais, onde fazia a maior parte das compras e assim, evitava ao máximo comer produtos com agrotóxicos, conservantes e outros aditivos que são indicados com “números E” nas embalagens de produtos convencionais. E sinto falta da “Lavendula“, onde comprava cosméticos naturais ou orgânicos, da “Nukuhiva“, onde comprava roupas do comércio justo, da “BNK” dos sapatos e roupas naturais e sustentáveis, que fica na Haarlemmerdijk.

Saudades de uma cidade que, mesmo pequenininha, se comparada com cidades brasileiras, tem centenas de opções de atividades de lazer. E que também é, de alguma forma decentralizada: não precisava ir ao centro para encontrar um bom restaurante ou café, uma biblioteca pública, o médico da família e o hospital, tem tudo em Bos & Lommer, um bairro simples e até um pouco “mal visto” devido a quantidade de estrangeiros que ali moram.

Mas eu morava ali com muito prazer, talvez por também ser estrangeira. E tenho saudades dos meus vizinhos turcos, marroquinos, paquistaneses, latino-americanos, leste-europeus, asiáticos e outros.

Já estava tão acostumada à cidade e à vida na Holanda que não conseguia mais sequer pensar em temas “curiosos” para postar no Submarina… E acabei o deixando à deriva.

Também sinto falta dele e das pessoas que, por causa dele, me escreviam mensagens carinhosas. Foi através do blog que conheci pessoas que passaram a me fazer companhia na mesma jornada; algumas viraram amigas na vida real; outras amigas virtuais.

E agora venho aqui para despedir-me. Há seis meses voltei para as origens. Por amor havia imigrado para a Holanda e por amor estou no Brasil.

Fica o meu profundo agradecimento àqueles que acompanharam o Submarina, que, temporariamente, fica no ar em forma de arquivo. E também ficam os links, como sugestão de leitura sobre os Países Baixos, e o twitter, caso queiram manter contato com essa que escreve.

Obrigada!

Hospitalidade interiorana

08 - 07 - 2011 Comentários desligados

Quando? Manhã de sábado chuvosa.
Plano? ir ao Boerol, um festival de teatro, música, poesia etc que acontece numa fazenda próxima a cidade de Delft.
Como? De OV-fiets a partir da estação de trem de Delft.
Com quem? J. amiga que vive em Colônia e passa a semana em Amsterdã, mas gosta muito de passar um dia no meio da natureza.

Uma das atrações do Boerol


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A Holanda segundo o Jornal da Record

Na minha opinião, esta série de reportagens é interessante por abordar assuntos como a prostituição e drogas com seriedade, por sair de Amsterdã e mostrar diversas cidades holandesas e o que há de mais avançado no que diz respeito à convivência/luta dos holandeses com as águas, além do porto de Roterdã, das bicicletas e dos pontos turísticos mais visitados.

As reportagens foram exibidas durante uma semana no Jornal da Record no final de agosto de 2010.

Parte 1: A liberdade holandesa


Parte 2: Um país abaixo do nível do mar

Parte 3: bicicletas

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Você me ajuda e eu te ajudo

Pietra mora em Utrecht. Como ia passar o final de semana em Amsterdã, achou mais prático utilizar uma OV-fiets.

No sábado pela manhã, antes de sair de casa, ela dirigiu-se ao website da OV-fiets para ativar seu cartão de trem; dessa forma tornou-se sócia do serviço de aluguel de bicicletas acoplado a quase todas as estações de trem do país.

Ao desembarcar do trem, na estação central da capital holandesa, dirigiu-se à bicicletaria, pegou uma OV-fiets e dirigiu-se ao bicicleteiro, para que escaneasse o código de barras em seu cartão e pudesse pedalar pela cidade feita para ciclistas.

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Bicicletas não têm para-brisas

27 - 06 - 2009 Comentários desligados

reclameopdefiets

Publicidade de selim

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Sinal fechado

Ele já estava aguardando o farol mudar de cor antes de eu chegar no cruzamento. Boné na cabeça, mochila nas costas, olhou para mim e me cumprimentou.

‘De onde será que eu o conheço? Será que foi meu aluno de português?’, pensei. Cumprimentei-o e disse que não estava o reconhecendo.

– Nos conhecemos do tempo em que você não tinha máquina de lavar roupas, respondeu ele.
– Claro! É a primeira vez que te vejo de boné!

Não apenas o boné. Se o farol não estivesse fechado jamais o viria com trajes esportivos. Depois de um longo período, acabava de encontrar com o dono da tinturaria que a uns anos atrás frequentava semanalmente. Quando o via no estabelecimento dele, ele sempre estava engomadinho.

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Para ciclista ler

Nem sempre os ciclistas obedecem a todos os semáforos em Amsterdã. Nos cruzamentos mais movimentados, no entanto, a maioria o faz. E o que fazer enquanto se espera o farol abrir?

Poste comercial

Poetas, ativistas ambientais ou polítcos, empresas, casas noturnas, entre outros, aproveitam os postes próximos aos sinais de trânsito para anunciarem aquilo que imaginam interessar àqueles que pedalam.

A prática é conhecida por wildplakken (literalmente: colar selvagem). Embora oficialmente proibido, há adesivos e flyers pregados em grande parte dos postes das maiores cidades holandesas.

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Eles estão multando
Amsterdã é feita para ciclistas
Airbag para proteger ciclistas

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