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Posts Tagged ‘cultura’

Hospitalidade interiorana

08 - 07 - 2011 Comentários desligados

Quando? Manhã de sábado chuvosa.
Plano? ir ao Boerol, um festival de teatro, música, poesia etc que acontece numa fazenda próxima a cidade de Delft.
Como? De OV-fiets a partir da estação de trem de Delft.
Com quem? J. amiga que vive em Colônia e passa a semana em Amsterdã, mas gosta muito de passar um dia no meio da natureza.

Uma das atrações do Boerol


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Viver na Holanda é…

Antes de morar na Holanda jamais imaginaria que essas pessoas e situações poderiam fazer parte do meu cotidiano! Viver na Holanda é…

… ser casada com um holandês que surfa no Mar do Norte, mesmo quando neva
… trabalhar com colegas de mais de 30 nacionalidades diferentes
… assistir um filme sobre Evo Morales com um colega boliviano
… ter uma alemã como melhor amiga
… ter um ‘amigo-irmão’ nascido no Marrocos
… ter aulas de inglês com uma professora estadunidense
… ter aula de dança do Burkina Faso com um professor oriundo desse país africano
… ganhar sushi como presente de aniversário de uma colega japonesa do curso de holandês
… conhecer a cidade de Nijmegen tendo uma somali como anfitriã
… ter um cabeleireiro brasileiro que tem uma cantora pop holandesa entre suas clientes
… estudar com um bósnio casado com uma indonésia
… surpreender as pessoas dizendo ser brasileira quando, na verdade, imaginavam que eu fosse egípcia, iraniana, grega ou de qualquer outro país mediterrâneo por causa da minha aparência.

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Abdolah me cativou

Sexta-feira de manhã. Coloco minha jaqueta, pego minha bolsa e digo ao meu colega que vou até o centro da cidade comprar um livro e já volto. No sábado é aniversário da sogra. Ela pediu L’Enquête, o novo livro do francês Philippe Claudel, recém traduzido para o holandês.

Chego na livraria, peço o livro para a vendedora para não peder tempo procurando – e voltar o mais rápido possível para a redação. No caixa, ela me pergunta se quero o livro-presente da Semana do Livro. Aceito, embora raramente leia ficção.

“De Kraai” (a gralha) me chama a atenção por ter sido escrito por Hossein Sadjadi Ghaemmaghami Farahani, um iraniano que vive na Holanda desde 1988 e assina como Kader Abdolah. Os livros escritos por ele ganham destaque na mídia holandesa, mas sempre me parecem grossos demais para despertar meu interesse. Mas já que esse livro caiu em minhas mãos e é fininho, porque não lê-lo?

“Ik ben makelaar in koffie, en woon op de Lauriergracht, no 37”. A primeira frase do livro me chamou a atenção. “Ei, isso me lembra Max Havelaar, o clássico da literatura holandesa escrito no século XIX por Douwes Dekker sob o pseudônimo de Multatuli“, pensei. Também tentei ler esse livro, em português, mas o achei muito difícil por suas idas e vindas entre a Indonésia e a Holanda e a morosidade em chegar ao clímax.

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Temporada Bostheater 2009

15 - 06 - 2009 Comentários desligados

foto: Serge Ligtenberg

foto: Serge Ligtenberg

A temporada de teatro ao ar livre no Amsterdamse Bos começou mais cedo.

Com isso, a produção do Bos Theater tenta driblar as mudanças climáticas, já que nos anos anteriores muitos espetáculos tiveram de ser cancelados por causa das chuvas de verão.

O cenário é a ilha onde vivem Próspero, Miranda e Calibã. A trupe do Bostheater interpreta De Storm.

A batateira não conseguiu compreender Sir William Shakespeare em holandês. Mas entendeu a história mesmo sem antes ter lido ou visto A Tempestade. A interpretação, o trabalho de corpo e a música são bons motivos para aplaudir de pé os atores do Bostheater. O cenário e o figurino também são surpreendentes.

De Storm fica em cartaz até nove de agosto.

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Pedacinhos de coco

kokosMe lembro de que quando era criança minha mãe comprava o coco inteiro. Ela tinha o trabalho de furá-lo, tirar a água de coco, parti-lo no meio e finalmente tirávamos os pedacinhos de coco com uma colher.

Não é todo dia, mas de vez em quando encontro os pedacinhos de coco prontinho para o consumo no supermercado mais próximo de casa. E não os deixo na prateleira: entra na minha cestinha de compras e quando chego em casa os devoro enquanto preparo o jantar.

A última vez que me deparei com eles no supermercado estava em busca de guloseimas para levar para o trabalho. Uma vez por semana encho o baleiro da redação com dropjes. “E porque não levar algo saudável para compartilhar com os colegas?” pensei.

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A despedida dos festivais de verão

Chegamos ao NDSM-werf por volta das oito da noite. Enquanto fui buscar um chá e um café-com-leite, Nina puxou duas cadeiras para sentarmos em volta da fogueira. Estávamos à beira do Het IJ.

A brisa outonal nos levou para o outro lado do Noorderlicht, afastado do rio, sob o céu claro e a lua cheia. Sentamos nas cadeiras de praia do Pluk de nacht festival, em torno de outra fogueira.

Três garotas mantinham, literalmente, o fogo aceso. Nos unimos a elas. Mais tarde, um outro visitante do festival se juntou ao grupo das que buscavam calor. Ele trouxe consigo uma taça e uma garrafa de champanha. Comentou ter assistido outros filmes do festival naquele local.

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Copo com caução

Cris e Roberta, um casal de brasileiros de passagem por Amsterdã, aproveitaram o final de semana para curtir o Uitmarkt.

Na abertura da temporada cultural 2008/2009 da cidade, puderam assistir gratuitamente a diversas apresentações, como a do The violent husbands, a mais aplaudida por eles.

Entre um show e outro, freqüentaram os bares do evento e descobriram o copo retornável:

“Você paga a cerveja e uma quantia a mais. Quando você devolve o copo, você recebe o dinheiro de volta”, explicou Cris, que gostou da idéia.

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