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Posts Tagged ‘economia’

Usar de novo = economizar

* Uma sacola plástica, na maioria dos supermercados holandeses, custa alguns centavos. Para economizar, os estudantes costumam colocar as mercadorias dentro de mochilas e as donas de casa usam um carrinho de compras, por exemplo (nessa grossa classificação, me encaixo entre os estudantes).

* Statiegeld é o dinheiro que se recebe de volta ao se devolver cascos de cerveja ou garrafas plásticas de água ou refrigerante. Na maioria dos supermercados, basta depositar as embalagens vazias na máquina, que vai ler o código de barras e emitir um “vale”, cuja quantia pode ser de alguns centavos ou poucos euros, de acordo com a quantidade de vasilhames entregues. Dirigindo-se ao caixa, basta trocá-lo por dinheiro ou descontar o valor das compras.

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Lixo é dinheiro
NEE/NEE-sticker

O Sinterklaas ‘verde’ chegou

O Groene Sint, santo verde, foi apresentado na semana passada em Amsterdã como ajudante do Sinterklaas.

groene sintA idéia, da Tony’s Chocolonely em parceria com a Oxfam-Novib, é oferecer às pessoas a opção de comprar letras de chocolates, tradicionais dessa época do ano por aqui, com cacau cujos produtores nos países em desenvolvimento, tenham recebido um preço justo pela matéria-prim.

O ‘Groene Sint’ garante que o trabalho deles foi feito em boas condições e sem a escravidão infantil.

De acordo com o website da revista Elsevier, milhões de pessoas trabalham no setor de cacau em países como Costa do Marfim, Gana, Indonésia e Nigéria.

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Com hora para fechar

Situação 1
Estou dentro de uma grande loja de departamentos. Nas mãos, algumas peças de roupa para experimentar. Continuo escolhendo peças. Abruptamente, uma das vendedoras se aproxima e toma as roupas da minha mão.

– Nós vamos fechar, diz a vendedora
– Mas eu vou levar essas peças, arrisco dizer, olhando para as peças que já estão nas mãos dela.
– Volte amanhã! – respondeu ela, resoluta.

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Justos e agroecológicos

Está cada vez mais fácil encontrar produtos agroecológicos ou de comércio solidário na Holanda. No ano passado, na contagem anual da Solidaridad e Milieu Defensie, dos 412 mercados pesquisados, uma filial da rede Plus em Amersfort foi a vencedora na categoria ecológicos, com 863 produtos e uma loja Jumbo de Roterdã vencedor na categoria comércio equitável, com 69 mercadorias.

Em geral, marcas como Eko, Fair Trade e Max Havelaar, por exemplo, podem ser encontradas na maioria dos supermercados. Frutas, cafés, chás, chocolates, mas também óleos e azeites, condimentos e grãos e uma série de produtos alimentícios levam certificação agroecológica ou de comércio equitável.

Há também a rede de Natuurwinkel, supermercado que comercializa somente produtos agroecológicos, de frutas e legumes a sabão em pó e detergentes, de produtos higiênicos e cosméticos até rações para animais domésticos.

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Açaí na Holanda

“Qual é a coisa que você mais sente falta?” Muitos holandeses e holandesas me fazem essa pergunta. Aqueles que nunca estiveram no país tropical do outro lado do oceano e no hemisfério sul tentam entender porque tenho tantas saudades de sucos de frutas naturais.

No Brasil, eles são frescos, preparados na hora, na maioria das vezes com a fruta em espécie. Nos Países Baixos, no entanto, nem a laranja é espremida na hora. O “fresco” é, muitas vezes, feito pela manhã e servido às seis da tarde! Como diria minha mãe, as vitaminas já foram embora!

Uma esperança
Ontem, no entanto, estava no The Hague Jazz Festival e um ex-aluno de português – que no ano passado foi ao Brasil e também sente falta dos sucos – , me disse que em uma das salas era possível comprar suco de açaí.

E não apenas de Açaí! Caju, cajá, acerola, manga, maracujá, entre outros! Me deliciei com um suco de pitanga!

Pelo que entendi, a açaí é uma empreitada de um holandês que, no ano passado, viajou para o Brasil com a namorada e decidiu trazer as polpas de fruta para vender por aqui. Por enquanto, a empresa possui bares móveis que vão a festivais e outros eventos.

Torço para que a iniciativa dê certo e para que os sucos estejam disponíveis em todos os bares e restaurantes holandeses.

Solidário e 100% brasileiro!

Desde que fiz trabalho voluntário na Solidaridad, percebi que era possível sair do discurso do boicote às empresas transnacionais e colocar em prática o consumo responsável.

Decidi procurar por um tênis na Nukuhiva, uma fashion wear de Amsterdã que só oferece produtos fair trade .

vejatenisOlhei na vitrine, vi um modelo que me agradou e pedi para experimentar. Antes de calçar, no entanto, olhei para a parte de dentro do tênis e não contive minhas emoções ao descobrir de onde ele vem.

O veja que é feito no Brasil pode ser encontrado em seis lojas na Holanda (três das quais em Amsterdã) e em outros países da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. Curioso que não esteja disponível no mercado brasileiro.

O comércio ético e solidário é conhecido pelos holandeses desde a década de 1970. De lá para cá aumentou o número de produtos e lojas e supermercados que oferecem tais produtos, que vão desde frutas tropicais a artigos de moda.

E no Brasil, como anda a economia solidária? Não sei responder. Talvez você saiba e possa partilhar por aqui seus conhecimentos. Aos interessados, duas pistas:
*Faces do Brasil
*Ética Brasil

Até Johan Cruijff não gostou!

Ser brasileira não significa, compulsoriamente, gostar de futebol. Talvez seja por isso que eu não tenha a menor intenção de querer saber quem é Johan Cruijff, nem porque ele está na mídia holandesa o tempo todo.

Esta manhã, no entanto, tive curiosidade de saber o que um craque de futebol das antigas tinha a dizer sobre a fusão do banco holandês ABN-Amro com o inglês Barclays. Numa matéria sobre o assunto, no nrc.next de 24.4.2007, entre a opinião do Ministro das Finanças e a de um sindicalista, estava a de Cruijff. Ele disse:

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