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Posts Tagged ‘Marrocos’

O Marrocos fica ali na esquina

A padaria marroquina é a que prepara o melhor croissant da vizinhança, na opinião do namorado. Ela fica bem próxima da nossa casa. Basta ir até o final da rua, virar à esquerda, atravessar uma rua e na esquina está a Al Maghrib, cuja vitrine é decorada com letras do alfabeto árabe em vermelho.

Neste sábado, vi não apenas a caligrafia árabe mas vi que o estabelecimento estava completamente cheio. Homens, mulheres e crianças. “Será que espero esvaziar do lado de fora ou entro?”, me perguntei. Entrei.

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Para quê serve a idade?

Fatima abriu a porta de sua casa com um sorriso no rosto, como se já nos conhecesse a anos, embora tenhamos acabado de nos apresentar. Guardou nossas jaquetas, pediu para que tirássemos os sapatos e nos encaminhou para a sala de estar.

O iftar
Dentro de instantes, seria servido o iftar, o jantar diário após um dia de jejum para os muçulmanos durante o período do ramadã.

Esbanjando jovialidade, sem véu na cabeça e um holandês perfeito, Fatima disse que estavam terminando de preparar a refeição. Na cozinha, outras duas mulheres e o marido dela a ajudavam. O filho do casal estava no quarto, ocupado com o video game.

A mesinha de centro foi se enchendo de quitutes. A dona da casa, filha de marroquinos e nascida na Holanda, explicou-nos do que era feito e como se chamava cada um deles, bem como a ordem que costumam comer: “quebramos o jejum com uma tâmara. Em seguida, bebemos um suco e depois tomamos a harira, típica sopa marroquina, acompanhada dos mais diversos petiscos, doces ou salgados”.

A avó
Tivemos a presença especial da avó de Fatima que, pela primeira vez, veio passar férias e visitar a filha que mora há 36 anos na Holanda. A mulher, de aparência serena, preparou os doces mais especiais do iftar.

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A lista dos nomes

Moussa Ayan, um político do PvDA de Haarlem (ao lado de Amsterdã) iniciou uma ação contra o governo marroquino por causa do uso de uma lista de nomes árabes para o registro de crianças na Holanda.

Na Holanda a comunidade marroquina é populosa. Mas não sabia que o governo marroquino tinha esse tipo de influência.

Moussa blogTudo começou em abril, quando o filho dele nasceu. Alegre, como todo pai deve estar nessas horas, foi registrar a criança e recebeu um conselho do ‘moço do cartório’:

“Zacaria não se escreve com C, mas com K, de acordo com a lista de nomes de origem marroquina. Se o senhor não escolher um nome dessa lista, o senhor pode ter problemas com o governo do seu país”.

“Não é que os pais sejam forçados a dar um dos nomes da lista para as crianças. Podem dar ao filho o nome de Kees. Mas se, em seguida, eles se dirigirem ao consulado marroquino, é possível que lá seja negado o direito de registrar o Kees”, explicou o presidente da Associação Holandesa de Negócios dos Cidadãos.

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