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Posts Tagged ‘notícias’

Onde estará Tanja Nijmeijer?

Tanja Nijemeijer é uma guria holandesa que há cinco anos decidiu engrossar as fileiras das FARC na Colômbia.

tanjaPara uns, ela é ingênua, em acreditar poder mudar o mundo e lutar por um suposto ideal marxista. Para outros, terrorista, por andar armada e compactuar com uma organização envolvida com narcotrárico.

No início de setembro, o diário dela foi encontrado pela polícia colombiana durante uma operação de busca em um acampamento dessa controversa organização.

Trechos da vida da guerrilheira holandesa foram expostos em um jornal colombiano e logo em seguida, na mídia holandesa.

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O Sinterklaas ‘verde’ chegou

O Groene Sint, santo verde, foi apresentado na semana passada em Amsterdã como ajudante do Sinterklaas.

groene sintA idéia, da Tony’s Chocolonely em parceria com a Oxfam-Novib, é oferecer às pessoas a opção de comprar letras de chocolates, tradicionais dessa época do ano por aqui, com cacau cujos produtores nos países em desenvolvimento, tenham recebido um preço justo pela matéria-prim.

O ‘Groene Sint’ garante que o trabalho deles foi feito em boas condições e sem a escravidão infantil.

De acordo com o website da revista Elsevier, milhões de pessoas trabalham no setor de cacau em países como Costa do Marfim, Gana, Indonésia e Nigéria.

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‘A’ mais multicultural

“Com 177 nacionalidades, Amsterdã é a cidade mais multicultural do mundo. Em seguida está a Antuérpia, na Bélgica, com 164, e Nova Iorque (EUA), com 150 nacionalidades. Desde o ano passado, a capital holandesa ganhou mais uma nacionalidade, com a chegada de alguém do Malawi. Dos cerca de 750 mil habitantes, cerca de 530 mil têm apenas a nacionalidade holandesa.”
(do nrc.next de 23.8.2007)

De fato, basta andar nas ruas para se ouvir diversos idiomas. Os cursos de holandês são, na minha opinião, um bom lugar para conhecer pessoas de culturas diferentes. Por várias vezes, sentei-me num café com uma japonesa, uma espanhola e uma turca. Nosso idioma de comunicação: o holandês!

Uma vez, no meu aniversário, a japonesa me presenteou com sushis divinos, feitos pelo marido dela. Com a turca, fui a uma exposição sobre Istambul. Ela me deu informações exclusivas que só quem morou nessa cidade pode saber. Com uma russa e uma búlgara visitamos a Hermitage, um estabelecimento do museu russo em Amsterdã.

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‘Tempos de pepino’

tempos de pepinoVerão é tempo de pepino na imprensa holandesa. No período de férias, o trabalho dos poucos jornalistas de rádio, TV ou impresso de plantão torna-se mais difícil.

Não há notícias, ou melhor, os entrevistados, em especial políticos e especialistas, também estão curtindo o bom clima. As informações sérias dão espaço para fatos que normalmente não mereceriam ser publicados.

O jornal nrc.next assume com bom humor que estamos em komkommertijd. Diariamente, publicam notinhas sem importância, ilustradas com um pepino. A nota abaixo está no jornal de 17.8.2007:

Casal chinês nomeia bebê de ‘@’
Um casal chinês quer que filho chame-se ‘@’, o sinal que é usado em endereços de e-mail. A informação foi dada por um funcionário de uma comissão do idioma em Pequim. Segundo o pai, o símbolo @ é pronunciado em chinês como a palavra inglesa ‘at’. Como a letra tônica é o t, soa como ‘ai ta’, o que em mandarim significa ‘gosto dele’. Em holandês, a criança seria chamada de ‘apenstaartje’ (rabo de macaco).

Tempo de pepino é notícia
Na semana passada, a capa do jornal Amsterdam Weekly era dedicada aos tempos de pepino. A matéria principal trazia também várias receitas com esta hortaliça da família das cucurbitáceas, além de exemplos do motivo da comparação do pepino com as notícias publicadas nesse período: um pepino pode durar uma semana na geladeira.

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A lista dos nomes

Moussa Ayan, um político do PvDA de Haarlem (ao lado de Amsterdã) iniciou uma ação contra o governo marroquino por causa do uso de uma lista de nomes árabes para o registro de crianças na Holanda.

Na Holanda a comunidade marroquina é populosa. Mas não sabia que o governo marroquino tinha esse tipo de influência.

Moussa blogTudo começou em abril, quando o filho dele nasceu. Alegre, como todo pai deve estar nessas horas, foi registrar a criança e recebeu um conselho do ‘moço do cartório’:

“Zacaria não se escreve com C, mas com K, de acordo com a lista de nomes de origem marroquina. Se o senhor não escolher um nome dessa lista, o senhor pode ter problemas com o governo do seu país”.

“Não é que os pais sejam forçados a dar um dos nomes da lista para as crianças. Podem dar ao filho o nome de Kees. Mas se, em seguida, eles se dirigirem ao consulado marroquino, é possível que lá seja negado o direito de registrar o Kees”, explicou o presidente da Associação Holandesa de Negócios dos Cidadãos.

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Até Johan Cruijff não gostou!

Ser brasileira não significa, compulsoriamente, gostar de futebol. Talvez seja por isso que eu não tenha a menor intenção de querer saber quem é Johan Cruijff, nem porque ele está na mídia holandesa o tempo todo.

Esta manhã, no entanto, tive curiosidade de saber o que um craque de futebol das antigas tinha a dizer sobre a fusão do banco holandês ABN-Amro com o inglês Barclays. Numa matéria sobre o assunto, no nrc.next de 24.4.2007, entre a opinião do Ministro das Finanças e a de um sindicalista, estava a de Cruijff. Ele disse:

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Pobreza escondida

03 - 03 - 2007 Comentários desligados

Acabo de chegar de uma exposição na Huis Marseille, em Amsterdã. Você sabia que 8% da população holandesa vive abaixo da linha da pobreza? Um milhão de pessoas! 40 mil crianças pobres vivem em Amsterdã.

Uma parte da exposição é composta de fotos feitas por adolescentes. A série de Jessica Lor é sobre o “kruispost”, uma associação de médicos voluntários que atende gratuitamente àqueles que não têm como pagar um seguro de saúde ou os migrantes sem papel, que não tem direito a tê-lo. No comentário dela está a história de uma família holandesa que preferiu não ser fotografada com vergonha da situação em que estão. Mas um pai brasileiro, com suas três crianças, fez questão de aparecer.

A pobreza num país rico parece invisível. Pouco se fala sobre ela, passa meio despercebida. Mas existe. E é chocante.