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O pop sem excessos de Spinvis

Conheci Spinvis quando ainda morava com o namorado holandês em São Paulo. No aniversário dele, uma amiga holandesa enviou via correio o primeiro CD do músico que, traduzindo para o português, atende pelo nome artístico de peixe-aranha. Comecei a ouvir, gostei, me empolguei. Peguei o encarte e comecei a ‘cantar junto’, claro que sem entender nada!

Cinco anos depois, continuo a ouvir o multi-instrumentalista que nasceu com o nome de Erik de Jong. Já tinha outros dois CDs e ontem adquiri pelo iTunes o mais recente álbum dele, Goochelaars en Geesten (ilusionistas e espíritos). Continuo me surpreendendo com o talento do rapaz. Já consigo entender as letras e as composições me agradam muito.

Ao vivo!
Spinvis no OerolNesse meio tempo, tive a oportunidade de vê-lo tocar no Bostheater em Terschelling, durante o Oerol Festival no início deste verão. Um show bastante intimista, como se o artista estivesse recebendo amigos em casa.

A cada número, uma história do personagem criado por ele como inspiração para a letra. Muito modesto, fez o pápápá… de Voor ik vergeet. Em seguida, como se justificando, apontou para a esposa, que estava em pé, no final da platéia, e disse: ‘É ela quem faz o pápápá no CD.

Lá pelo fim do show, em uma das músicas, Spinvis pediu para o público cantar um refrãozinho. Como querendo dizer que achava isso desnecessário ou não querendo fazer o público pagar mico, disse que não costumava fazer esse tipo de pedido, explicou o quê e quando cada lado da platéia deveria cantar o refrão Kus me dan en bijt mijn tong af no finalzinho da música. Quando a platéia parecia finalmente ter se empolgado, acho que para ele já era o suficiente. Agradeceu meio tímido e continou a contar história e cantar outros números.

No final, recebeu aplausos sóbrios, talvez como ele desejasse. Sem nenhuma pose de pop star, acompanhou em pé a saída do público. Abaixo, você ouve as duas músicas que citei acima:

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E em SpinvisTV, vários clips do meu músico holandês favorito, incluindo o de Wespen op de appeltaart, um dos singles do novo álbum.

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Iedereen maakt geluid

04 - 08 - 2007 Comentários desligados

In het algemeen houden Brazilianen veel van zingen en van muziek maken, ook als wij niet professionele muzikanten zijn.

Op het strand, aan het eind van een feest of op een barbecue is er meestal iemand met een gitaar of een percussie instrument die een beetje geluid met ritme kan maken. Daarna zit iedereen naast hem en iedereen zingt mee.

Het was in ieder geval wat vaak in mijn jeugd in Brazilië gebeurde.

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Surpresinhas de uma sexta-feira 13

Querido diário,

Nesta sexta-feira 13, levantei na hora que o despertador tocou e saí de casa com o que os holandeses chamam de “ochtendhumeur”, ou seja, meu humor matutino não era lá dos melhores. E ainda nem imaginava o que a noite me prometia.

Montei na bici, coloquei música e me animei um pouquinho. Pedalei por dentro do parque, onde as pessoas que pedalam no sentido contrário estão mais abertas e, de vez em quando, até esboçam um leve sorriso de bom dia.

Anjinhas no meu caminho?
Desci o pequeno túnel sentido Estação Central e, como sempre, reduzi a marcha para facilitar na hora de subir a ponte que atravessaria a seguir.

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Una paloma ‘blanca’ e ‘holandesa’!

Una paloma blanca
I am just a bird in the sky
Una paloma blanca
yes no one can take my freedom away

George Baker Selection, 1975

Encontrei dia desses “Una paloma blanca” no iPod de um amigo. Tenho uma vaga lembrança de que na minha infância, essa música fazia sucesso na televisão, se não me engano, nos programas de calouros. Talvez até exista uma versão em português…

Além de duvidar do gosto musical do amigo, achei estranho um holandês ouvir “Una Paloma Blanca”. Perguntei ao namorado se ele conhecia aquela música. ‘É claro, George Baker Selection é um grupo holandês”, respondeu ele.

Para meu espanto, li na Wikipédia que além de Una Paloma Blanca, o holandês, que ganhou dos pais o nome de Johannes (Hans) Bouwens escreveu mais de 600 letras de músicas e vendeu cerca de 20 milhões de discos!

E descobri que até gosto do primeiro hit da George Baker Selection, Little Green Back (1969). Em 1992, Quentin Tarantino (o cineasta que transforma trash em cult!) a ressucitou e a usou como trilha sonora para o filme Reservoir Dogs.

Veja o clip dessa música:

Reggae holandês

Doe Maar? “Eles fizeram um enorme sucesso no início dos anos 80. Quando a banda acabou, foi um enorme drama, as meninas choraram muito”.

Umas três pessoas responderam exatamente da mesma forma quando perguntei sobre essa banda. Da minha professora de redação ouvi também que os textos deles não eram assim tão poéticos. “Você também se descabelou por eles?”, perguntei. “Não, naquela época eu morava na Áustria”.

E eu no Brasil, motivo pelo qual não sofremos com o fim de Doe Maar. Ouça três números e depois dê sua opinião…

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