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Posts Tagged ‘televisão’

Flores quenianas na Holanda

imgO Holland doc, programa da tv holandesa de documentários, exibiu Bloeiende Handel essa semana. Negócio que floresce (traduzindo) segue três moradores de Naivasha, uma vila queniana que sofre as consequências da instalação de uma empresa de flores.

Uma das retratadas no documentário é Jane. Ela é uma mãe jovem. Tem quatro filhos. Trabalha das sete da manhã às dez da noite. Chega em casa cansada e vai cozinhar para as crianças, cantar com elas e alfabetizá-las.

O pequeno e humilde lar de Jane não tem banheiro. Mas ela não sai de casa à noite caso precise fazer as necessidades básicas por que corre o risco de ser estuprada… e essa é apenas uma parte da história de Jane.

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Integração!!?

– Mas a sua família também veio parar na Holanda como imigrantes econômicos! – diz um dos candidatos holandeses ao parlamento europeu.
– Exatamente! Eles vieram da Itália em 1850! – responde a política vestida de verde, também candidata.
– E a senhora ainda está aqui! – retruca um outro candidato.
– E me sinto bem vinda! – responde ela novamente, agora um pouco desconcertada.

Tradução livre de um pequeno trecho do debate televisivo, exibido ontem, véspera das eleições parlamentares européias. Nesse momento os políticos discutiam sobre a imigração dentro da Europa.

“O típico holandês não existe”

Esta é a segunda vez que encontro um livro cuja introdução se refere a uma frase da futura rainha holandesa.

No ano passado, durante a apresentação de um relatório do governo sobre a identidade holandesa, a princesa Máxima disse que o típico holandês não existe. Na opinião da argentina que é casada com o príncipe herdeiro, há tanta diversidade no país que é impossível categorizar o holandês com base em clichês.

Em Nederland op z’n breedst (O melhor da Holanda, tradução/interpretação da batateira) os autores dizem assinar embaixo do discurso da princesa: holandeses são únicos.

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Holandês é ‘fácinho’…

Quando você pensa que domina um pouquinho do idioma do país onde você mora, você ouve que uma emissora de televisão vai apresentar “O grande ditado de gírias em holandês”.

E para sua grande frustração, assiste a abertura, uma montagem com a Rainha Beatrix, sentada no seu trono e fazendo um discurso, utilizando palavras e expressões usadas nas ruas, e não entende nada!

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Comedores de batata

Além de dar o nome a uma das obras do pintor Vincent Van Gogh, Aardappeleters* é uma banda holandesa que só compõe músicas sobre batatas!

No website da banda, há a informação de que possuem um repertório de 30 aardappelsongs*. A banda, que existe há 27 anos, foi criada para homenagear o ingrediente tradicional da cozinha holandesa que, para a tristeza dos músicos, anda meio fora de moda nos cardápios de restaurantes.

Durante uma entrevista com os Aardappeleters no programa culinário televisivo “Mc Donald’s Kitchen“, exibido pela emissora de TV holandesa Llink, o apresentador os brindou com uma bandeja recheada com batatas, preparadas das mais diferentes formas. Quando começaram a comer, um dos músicos disse: “olhando esse prato, pensei em um título para uma nova música: ‘sinto falta do purê’.

Abaixo, uma apresentação dos Aardappeleters em um programa da TV local de Gelderland:

*
aardappel = batata
eters = comedores
aardappelsongs = músicas sobre batatas

A obesidade, a fome e a imigração

A VPRO (emisora de TV holandesa) exibiu, em maio, o documentário Vette Honger, que trata da interdependência entre a obesidade e a fome e que, num mundo globalizado, inclui a imigração.

Vette HongerPartiu-se da estimativa de que em 2007 mais gente vai morrer pelo excesso (um bilhão) do que pela falta de comida (820 milhões de pessoas).

A população engordou e 41% dos moradores dos Países Baixos estão acima do peso. Este número é tão alarmante quanto o de que 35% dos produtos alimentícios são jogados fora.

Há 30 anos se produz mais do que se consome no mundo todo. Por dia, são produzidas 2770 calorias para cada pessoa que habita no globo terrestre. No entanto, a fome ainda não foi extinta do nosso planeta.

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Fok Jou ou a vida de uma adolescente

“Na rua, a única coisa que você precisa é crédito pro seu celular e amigos” – Anna

Uma história nada alegre e pouco conhecida é a dos chamados loverboys. Pelo que entendi, eles são uma espécie de cafetões que introduzem adolescentes no mercado da prostituição holandês.

Tudo começa de maneira ingênua. Eles se aproximam das vítimas e tornam-se namorados delas. As enchem de presentes, como telefones e créditos para o celular. Até o momento em que eles dizem que elas precisam pagar. De que forma? Transando com um amigo, ou com vários, por exemplo.

Para tentar entender essa realidade e treinar o holandês – e conhecer as gírias -, assisti a série Fok Jou, exibida pela NPS no ano passado.

Uma idéia do seriado:

E este filme aí de cima é light. São cinco episódios sobre a vida de Anna, uma garota de 14 anos criada apenas pela mãe. Ela trabalha como babá de vez em quando, vai mal na escola, tem amigos estranhos e uma amiga vítima de loverboy. Junto com essa amiga, assalta uma perfumaria e vai parar em uma prisão para menores de idade – antes dela ir para lá, a mãe dela é consultada, que consente que a filha seja presa.

Fok Jou é super barra pesada, baseado em fatos reais e tinha a intenção de ser um alerta para as meninas. No entanto, foi transmitido às 23h10, horário que as crianças já estão na cama. A solução foi liberar os episódios às 19h30 para download – via internet e celular.

Assista Fok Jou